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Desembargador do TJ-SP derruba monocraticamente programa de escolas cívico-militares de Tarcísio
Foto: Divulgação/Prefeitura de Taubaté

São Paulo

MP aponta ilegalidades em edital de escolas cívico-militares de Tarcísio e pede anulação

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Ministério Público de São Paulo (MPSP) defendeu a anulação do edital criado pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) para contratação de policiais militares da reserva como monitores de escolas cívico-militares.

Segundo o documento, publicado no último dia 8, o programa apresenta “diversas inconstitucionalidades e ilegalidades” .

A ação popular foi apresentada pela deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL) , pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e pelo vereador Celso Giannazi (PSOL) contra o governo de São Paulo, o governador e o secretário da Educação, Renato Feder. O processo ainda não foi julgado pela Justiça.

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O que o MP aponta

Irregularidade Explicação
Falta de previsão orçamentária Projeto de lei não foi acompanhado da estimativa de impacto orçamentário exigida pela Constituição
Ausência de dotação específica Lei Orçamentária Anual de 2025 não tem verba clara para custear os monitores
Violação de concurso público Funções operacionais e técnicas exigiriam concurso, não processo seletivo simplificado
Acúmulo de remuneração Constituição proíbe aposentadoria militar + remuneração de função pública, salvo exceções
Incompatibilidade com a LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação não prevê modelos híbridos de escolas cívico-militares
Fora dos planos de educação Programa não aparece nas metas dos planos Nacional e Estadual de Educação

Mascaramento de cargos públicos

O promotor João Paulo Faustinoni e Silva afirma que o edital da Secretaria da Educação mascara a criação de funções públicas permanentes como se fossem atividades temporárias, o que configuraria desvio de finalidade e lesão ao patrimônio público.


Contradição com necessidades da rede

O MPSP aponta que o governo estadual investe recursos no novo modelo enquanto enfrenta:

  • Déficit de mais de 40 mil professores efetivos

  • Quase 20 mil agentes de organização escolar na rede estadual


Críticas pedagógicas

Sob o ponto de vista pedagógico, o parecer considera que o modelo militarizado, baseado em hierarquia e disciplina, é incompatível com princípios constitucionais da educação, como:

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  • Liberdade de aprender

  • Pluralismo de ideias


O que diz o governo

Procuradoria Geral do Estado de São Paulo informou ao g1 que irá se pronunciar nos autos do processo.


Sobre o programa

Programa Escola Cívico-Militar foi instituído pela Lei Complementar nº 1.398/2024, com previsão de gastos de R$ 7,2 milhões para pagamento de policiais militares.

As escolas cívico-militares seguirão o Currículo Paulista, definido pela Secretaria da Educação. A Seduc será responsável pelo processo de seleção dos monitores.

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