O governador de São Paulo  saiu em defesa nesta quarta-feira (27) das medidas de isolamento social, que foram adotadas desde o começo da epidemia do novo coronavírus, além de Doria outros integrantes do governo alegaram ter obtido um impacto positivo na população e ajudaram a reduzir o número de mortes por coronavírus registrados no estado.

“A quarentena em São Paulo vai salvar 65 mil vidas. Esses são dados da ciência, e não governamentais”, afirmou Doria.

O coordenador do Centro de Contingência para Coronavírus, Dimas Covas, também defendeu o isolamento e disse que o estado iria obter um número muito maior de mortes caso não  tivesse ocorrido a quarentena

“Sem as medidas nós teríamos um grande número de óbitos. Com as medidas foi possível, até o momento, poupar 65 mil vidas”, afirmou Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Contingência para Coronavírus, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

Em projeções elaboradas pelo estado, sem a quarentena, São Paulo teria 950 mil casos. Com a manutenção da medida, o estado registrava, até esta quarta-feira (25), 86 mil casos.

Dados apresentados durante coletiva do estado nesta quarta (25) — Foto: Reprodução/Governo de SP

Dados apresentados durante coletiva do estado nesta quarta (25) — Foto: Reprodução/Governo de SP

O governo paulista também afirmou que apesar dos números de casos e mortes serem crescente, tudo indica que irá haver achatamento na curva de contaminação pela doença.

“A nossa curva é 10 vezes menor exatamente pelas medidas adotadas e por esse controle que está sendo feito. E também estamos verificando uma desaceleração do crescimento a epidemia, ainda estamos sim na etapa de crescimento, mas com crescimento em ritmo menor”, explicou a secretária de desenvolvimento social Patrícia Ellen.

As informações foram anunciadas logo após o anúncio da prorrogação da quarentena no estado por 15 dias, com flexibilizações progressivas, que serão feitas com base nas características de cada município.

O médico João Gabbardo, ex-integrante do Ministério da Saúde que passou a fazer parte do Centro de Contingência de São Paulo, também saiu em defesa do resultado positivo da quarentena.

“As pessoas que dizem que as medidas que foram tomadas pelos governadores, pelos prefeitos não surtiram efeito no achatamento da curva. Isso não é verdade e precisa ser contestado com muita veemência. Alguns estão dizendo isso, que apesar de tudo, ocorreram a quantidade de óbitos que temos em SP e quantidade de óbitos que temos no Brasil. Na verdade, deveríamos dizer que apesar de todas as medidas, este foi o número de casos, número de óbitos que ocorreram. E ele é muito menor do que se não tivéssemos tomado todas essas medidas”, declarou o médico.

Em coletiva, o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), destacou que a cidade conseguiu achatar a curva, mesmo ainda tendo o maior número absoluto de mortes do país.

“A cidade de São Paulo é case mundial de conseguir controlar a doença, de achatar a curva, de não deixar a gente ter um pico em relação ao numero de pessoas infectadas, ao numero de pessoas não tratadas e o numero de pessoas que vieram a óbitos. Todos esses dados mostram que a cidade esteve no caminho certo, que as ações que foram adotadas, seja pra ampliar o isolamento, seja pra ampliar a atenção na área da saúde, surtiram efeitos e não deixaram que a gente tivesse picos”, concluiu Covas.