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O Bitcoin despencou abaixo da marca de US$ 90 mil nesta terça-feira (18), aprofundando uma queda que já dura um mês e que eliminou os ganhos da criptomoeda para o ano de 2025. O recuo abalou o sentimento de investidores em todo o mundo de ativos digitais.
O maior token do mercado registrou uma queda de até 2,4% no dia, ampliando seu declínio desde o recorde de mais de US$ 126 mil alcançado no início de outubro. O Bitcoin não era negociado abaixo de US$ 90 mil — chegando a despencar para US$ 74,4 mil em abril — desde que o presidente Donald Trump agitou os mercados financeiros globais com seu plano inicial de tarifas comerciais.
O Bitcoin recuperou parte das perdas para ser negociado em torno de US$ 91,4 mil no final da manhã em Londres.
Fatores Macroeconômicos Pressionam o Risco
O retrocesso acontece em meio a crescentes desafios econômicos, incluindo renovadas preocupações com a política de taxas de juros e avaliações elevadas em mercados especulativos.
Com os traders reavaliando a probabilidade de um corte nas taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed) em dezembro e os mercados de ações recuando de máximas recentes, o apetite por risco se deteriorou. Isso deixou o Bitcoin vulnerável a novas quedas.
“Com a probabilidade de cortes nas taxas do Fed em dezembro abaixo de 50% agora, os mercados cripto continuam a cair após perderem o importante nível de US$ 100 mil no BTC”, disse Shiliang Tang, sócio-diretor da Monarq Asset Management à Bloomberg.
Investidores em opções estão apostando em perdas mais profundas, com a demanda por proteção em níveis de US$ 85 mil e US$ 80 mil dominando os fluxos recentes.
Saídas de ETFs e Liquidações
O mercado cripto tem lutado para encontrar suporte após uma liquidação em massa no início de outubro, que resultou em mais de US$ 19 bilhões em liquidações e eliminou mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado total dos tokens.
Dados da Coinglass indicam que posições compradas e vendidas no valor de cerca de US$ 950 milhões foram liquidadas nas últimas 24 horas.
A perspectiva incerta é agravada pelas vendas de fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin, que têm sofrido saídas de capital. Um grupo de 12 ETFs spot dedicados ao Bitcoin registrou saídas líquidas de cerca de US$ 2,8 bilhões somente em novembro.
“Esperamos que o Bitcoin experimente mais volatilidade durante os próximos meses, já que os compradores de longo prazo veem esta queda como uma boa oportunidade, enquanto as instituições de trading podem reduzir riscos à medida que os fatores macroeconômicos globais mudam as projeções de carteira”, afirmou Nick Ruck, diretor da LVRG Research.