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Os Estados Unidos mobilizaram um grande aparato militar e humanitário para auxiliar a Venezuela nos esforços de resgate após os dois terremotos que devastaram o país na última quarta-feira (24). A tragédia já deixou pelo menos 920 mortos.
Para facilitar a chegada de ajuda e o fluxo de insumos, o governo americano suspendeu temporariamente as sanções econômicas contra Caracas. Paralelamente, navios de guerra, aviões de carga e helicópteros foram enviados à região de forma imediata.
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Segundo informações do Pentágono, dois aviões C-17 Globemaster da Força Aérea transportaram equipes de busca e resgate urbano vindas de Los Angeles e Fairfax, na Virgínia. Uma terceira aeronave C-17 levou equipamentos pesados para movimentação de carga até Caracas. Aeronaves MV-22 Osprey, do Corpo de Fuzileiros Navais, também foram acionadas para transportar uma equipe especializada em avaliação de aeródromos, uma vez que as operações aeroportuárias próximas ao epicentro dos tremores foram severamente afetadas.
Na frente marítima, dois navios da Marinha dos EUA — o navio de transporte anfíbio USS Fort Lauderdale e o navio de combate litoral USS Billings — já se posicionaram em águas próximas à Venezuela para dar início às operações de socorro. Além disso, três helicópteros CH-47 Chinook do Exército partiram da base aérea de Soto Cano, em Honduras, com a missão de transportar pessoal e suprimentos para as comunidades isoladas.
Força-tarefa com 250 especialistas e cães farejadores
O Departamento de Estado dos EUA anunciou o envio de uma equipe de resposta a desastres composta por mais de 250 pessoas, incluindo três unidades especiais de busca e resgate. Os grupos são formados por bombeiros, médicos, paramédicos, engenheiros estruturais e especialistas em busca canina, que contam com o auxílio de 18 cães treinados para localizar pessoas soterradas. Enviadas de Miami, Los Angeles e de Fairfax, as equipes transportam mais de 90 toneladas de equipamentos especializados.
Para supervisionar o apoio coordenado por Washington, o major-general dos Fuzileiros Navais, Kevin J. Jarrard, chegou a Caracas. O Comando Sul dos EUA também está contribuindo estrategicamente com o fornecimento de imagens de satélite das áreas devastadas para orientar os planejadores sobre onde concentrar as buscas.
Suspensão de sanções e mobilização internacional
Na área diplomática, o Departamento do Tesouro dos EUA publicou uma autorização que suspende, por quatro meses, as restrições econômicas que poderiam travar ou atrasar as operações de resgate. Com a medida, “todas as transações relacionadas às operações de socorro após o terremoto na Venezuela, que de outro modo estariam proibidas, ficam autorizadas” até o dia 23 de outubro.
A resposta internacional à catástrofe envolve uma coalizão global. De acordo com a ONU, equipes de resgate dos EUA, Chile, Colômbia, El Salvador, Itália, México e Suíça já estão em solo venezuelano. Contingentes do Reino Unido, República Tcheca, Equador, França, Alemanha, Jordânia, Países Baixos, Catar e Espanha também estão a caminho.
Diante do cenário crítico, a ONU fez um apelo público às autoridades locais por “acesso humanitário rápido e sem obstáculos”, além de condições operacionais seguras para que a assistência internacional chegue com agilidade às populações mais atingidas.





















































