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A produção industrial nacional registrou variação nula (0,0%) em novembro de 2025 na comparação com o mês anterior. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam um cenário de perda de fôlego: quando comparado a novembro de 2024, o setor apresentou um recuo de 1,2%.
Apesar da estabilidade no índice geral do mês, o detalhamento da pesquisa mostra que a retração é disseminada. Das 25 atividades industriais analisadas, 15 registraram queda em sua produção.
Setores em Queda: Extrativa e Automotiva puxam índice para baixo
O principal impacto negativo no mês veio das indústrias extrativas, que recuaram 2,6%. O setor de veículos automotores também sofreu retração significativa de 1,6%, acompanhado por produtos químicos (-1,2%) e alimentos (-0,5%).
Na análise por categorias, os bens de consumo duráveis foram os mais afetados, com queda de 2,5%. Segundo o IBGE, esse recuo foi impulsionado pela menor fabricação de:
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Automóveis;
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Móveis;
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Eletrodomésticos (Linhas branca e marrom).
Os destaques positivos
No sentido oposto, o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos registrou um salto de 9,8%, interrompendo um ciclo de dois meses de perdas severas. Outras altas expressivas foram observadas em:
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Impressão e reprodução: +18,3%;
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Produtos de metal: +2,7%;
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Máquinas e equipamentos: +2,0%.
Comparativo Anual e Acumulado de 2025
A queda de 1,2% em relação a novembro do ano anterior foi fortemente influenciada pelo setor de combustíveis e derivados de petróleo, que despencou 9,2%. O setor automotivo também pesou negativamente na base anual, com recuo de 7,0%.
Apesar do mês de estagnação, a indústria brasileira ainda respira no acumulado do ano. De janeiro a novembro de 2025, o índice permanece no terreno positivo, com alta de 0,6%. Esse resultado é sustentado pelo desempenho sólido das indústrias extrativas (+4,7%) e de máquinas e equipamentos (+5,2%) ao longo do primeiro semestre.