Segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia o número de trabalhadores que entraram com pedido de seguro-desemprego caiu 11,6% na primeira quinzena de setembro em relação a anterior. Porém, apesar da redução no número de pedidos isso não indica, necessariamente, uma retomada do mercado de trabalho, mas sim uma redução nos desligamentos do setor formal. O benefício só é pago a trabalhadores que possuem a carteira assinada e que são demitidos sem justa causa entre três a cinco meses. Vale ressaltar que o tempo de recebimento do benefício pode mudar.

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Preocupados, Representante dos trabalhadores, das empresas e do governo pretendem decidir ainda nesta quinta-feira, (24) se prorrogam para mais duas parcelas os pagamentos de seguro-desemprego a demitidos durante o período de calamidade decorrente da pandemia do novo coronavírus. A medida deve ser votada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), responsável pelas políticas como abono salarial e seguro-desemprego. A informação é da revista Veja.

Mesmo com as quedas nas solicitações do seguro-desemprego, o número de desempregados aumenta a cada dia no país. Pois, de graças a metodologia do IBGE, que é quem mede a taxa de desemprego. É considerado desempegado quem não está trabalhando, mas está procurando emprego. De acordo com dados da Pnad Covid, uma pesquisa desenvolvida em conjunto com o Ministério da Saúde, o número de desempregados subiu 5,5% de julho para agosto, chegando a 12,9 milhões. Isso porque mais pessoas passaram a buscar emprego com a flexibilização das medidas de isolamento social.

Apesar da ampliação do seguro-desemprego ter como objetivo tomar medidas para proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, outros fatores também são requisitados, por exemplo, são necessárias políticas para a fomentação do mercado de trabalho, para que os desempregados sejam inseridos no mercado de trabalho.

Propondo alternativas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a propor desonerar a folha de salários mediante a “impostos alternativos”, como o imposto sobre transações digitais, chamado de ‘nova CPMF’ pelo Congresso. Pois, ainda assim, é preciso encontrar uma forma para fazer com que ocorra a retomada dos empregos para que a retomada econômica do país possa acontecer de forma sustentável.