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Eleições 2022

Projeto prevê até 10 anos de prisão por pesquisas com resultados diferentes das eleições

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Nesta quinta-feira (06), o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-RR), apresentou um projeto de lei (PL) para punir os institutos de pesquisas que fizerem levantamentos cujos resultados não venham a se confirmar nas urnas.

Se as sondagens não conseguem captar tendências ou mudanças de pensamento, elas não deveriam ser publicadas às vésperas das eleições, segundo o deputado federal.

De acordo com o projeto de Barros, o crime será cometido caso haja intenção de publicar uma sondagem que supostamente já se saberia que pode não ser condizente com os resultados das eleições.

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Ou até mesmo se não houver, de acordo com ele, má-fé por parte da empresa que produziu o levantamento.

Para ele, o erro estará configurado se a votação do candidato da urna eletrônica for diferente, além da margem de erro, do que foi apresentado na pesquisa.

O texto de Barros prevê que as penalizações serão aplicadas nos casos das pesquisas divulgadas nos 15 dias que antecedem as eleições. A pena prevista é de quatro a dez anos de prisão e mais o pagamento de multa.

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Segundo a proposta dele, serão responsabilizados pelos eventuais erros o estatístico responsável pela sondagem divulgada, o responsável legal do instituto de pesquisa e o representante legal da empresa contratante do levantamento.

Ainda de acordo com o parlamentar, além de induzir o eleitor a mudar o voto, a pesquisa com dados incorretos também causa influência no mercado financeiro.

“Está claro que tem alguém ganhando com pesquisa errada. Nós vamos identificar e punir”, disse o deputado na proposta.

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Ricardo Barros afirmou que irá apresentar um requerimento para que o projeto de lei tramite em regime de urgência e espera que seja votado já na próxima semana.

 Se a proposta for aprovada na Câmara, segue para apreciação do Senado.

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