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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aprovou os testes de emergência realizados pela Petrobras como parte do processo de licenciamento ambiental para exploração de petróleo na Margem Equatorial, em águas profundas do Amapá. A decisão, publicada nesta quarta-feira (24), representa a etapa final antes da concessão da licença de operação para perfuração do primeiro poço exploratório na região.
O simulado foi conduzido em agosto e avaliado como robusto e inédito pelos técnicos do órgão ambiental, em razão dos desafios logísticos e da complexidade da estrutura mobilizada. Apesar da aprovação, o Ibama determinou que a Petrobras faça ajustes no plano de proteção à fauna para “garantir a melhoria contínua da estrutura de resposta, sua adequação e alinhamento aos requisitos da região”. A estatal se comprometeu a entregar as revisões até sexta-feira (26).
Com a aprovação, a Petrobras espera receber em breve a licença ambiental que permitirá a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-59, etapa que fornecerá dados geológicos e indicará o potencial petrolífero da área. A Margem Equatorial é considerada a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas, localizada entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte.
“O nosso Plano Estratégico 2050 e Plano de Negócios 2025-2029 prevê um investimento de US$ 3 bilhões nessa região nos próximos cinco anos e a perfuração de 15 poços. Isso nos permitirá atender à demanda crescente por energia com segurança operacional e cuidado ambiental”, afirmou a Petrobras em comunicado.
A estatal destaca que a Margem Equatorial possui grande potencial petrolífero, reforçado pelas descobertas recentes na Guiana, Guiana Francesa e Suriname. O interesse internacional na região aumenta diante das estimativas de volumes existentes e das características do óleo, que podem colocar o Brasil em posição estratégica no mercado global de petróleo e gás.
A Petrobras defende que o desenvolvimento da Margem Equatorial é essencial para assegurar a segurança energética do país e financiar a transição energética justa. “Reconhecemos a importância de novas fronteiras para garantir os recursos necessários à transição”, acrescentou a companhia.
Com a conclusão da Avaliação Pré-Operacional e o cumprimento das exigências adicionais, a expectativa é que a licença ambiental seja concedida nas próximas semanas, liberando a Petrobras para iniciar a perfuração e confirmar o potencial da região.