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Homem acusado de tentar assassinar Donald Trump é considerado culpado

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Um homem acusado de tentar assassinar Donald Trump no ano passado, em seu clube de golfe na Flórida, foi considerado culpado de todas as acusações nesta terça-feira (23). O júri, composto por 12 pessoas, levou apenas duas horas para chegar ao veredito contra Ryan Routh.

Após a saída do júri, Routh tentou se esfaquear no pescoço com uma caneta. Ele foi rapidamente contido pelos oficiais de justiça, que o cercaram e o retiraram à força do tribunal. A filha do acusado, Sara Routh, gritou “Papai, eu te amo, não faça nada! Eu vou te tirar. Ele não machucou ninguém!”, enquanto o pai era arrastado. Ela alegou que o caso contra ele era uma farsa.

Routh foi declarado culpado de tentativa de assassinato de um candidato presidencial, posse de arma de fogo para cometer crime violento, agressão a um agente federal, e outras acusações relacionadas a posse ilegal de armas. Ele havia se declarado inocente e optou por se defender no tribunal.

A promotoria alegou que Routh passou semanas planejando o assassinato de Trump. No dia 15 de setembro de 2024, ele teria apontado um rifle através dos arbustos enquanto o republicano jogava golfe em seu clube em West Palm Beach.

Em sua defesa, Routh disse ao júri que não tinha a intenção de matar ninguém. “Acho difícil acreditar que um crime foi cometido se o gatilho nunca foi puxado”, declarou. Ele argumentou que, se quisesse, poderia ter atirado em Trump ou em um agente do Serviço Secreto que o confrontou.

Routh, de 59 anos, exerceu seu direito de não testemunhar em sua própria defesa. Ele interrogou apenas três testemunhas em cerca de três horas, enquanto os promotores interrogaram 38 testemunhas em sete dias.

Após a condenação, Donald Trump parabenizou a procuradora-geral e a equipe do Departamento de Justiça. “Era um homem mau com más intenções, e o pegaram”, escreveu em sua rede social, Truth Social. Ele também agradeceu ao Serviço Secreto e a uma “pessoa maravilhosa” que viu o acusado fugindo e forneceu informações cruciais para a prisão.

A procuradora-geral, Pam Bondi, declarou que o veredito “ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que se envolvem em violência política”.

Ryan Routh, que se autodenomina líder mercenário, tem um histórico de problemas com a lei. Em 2002, foi preso por se entrincheirar com uma metralhadora e um explosivo. Em 2010, a polícia encontrou mais de 100 itens roubados em um galpão de sua propriedade. Nos dois casos, recebeu apenas liberdade condicional.

O episódio ocorreu apenas nove semanas após Trump ter sobrevivido a um outro atentado durante sua campanha na Pensilvânia.

 

Com informações da AP

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