Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O ditador Nicolás Maduro foi capturado por forças de elite dos Estados Unidos e transferido, junto com sua esposa, Cilia Flores, para um local ainda não revelado. A impactante operação militar ocorreu na madrugada deste sábado (3), marcada por múltiplas detonações e explosões em Caracas e em outros pontos da Venezuela, sob o sobrevoo de aeronaves militares e um clima de tensão máxima.
O presidente Donald Trump confirmou a operação e a captura de Maduro por meio de sua rede social, a Truth Social. “Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela, e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, foi capturado e transportado de avião, junto com sua esposa, para fora do país”, escreveu Trump.
Noite de bombardeios e pânico
Imagens compartilhadas em redes sociais mostram explosões em pontos estratégicos da capital venezuelana. Relatos apontam ataques ao Fuerte Tiuna — o principal complexo militar do país — e à base aérea de La Carlota. Em vídeos gravados por moradores, é possível ouvir frases como “o Fuerte Tiuna está explodindo”, enquanto o som de aviões corta o céu da cidade.
Francis Peña, uma comunicadora de 29 anos residente em Caracas, relatou à AFP o susto durante a madrugada: “Eu estava dormindo e minha namorada me acordou dizendo que estavam bombardeando. Não vejo as explosões, mas ouço os aviões”. Uma aposentada de 67 anos, que vive próxima ao Fuerte Tiuna, descreveu o pânico: “As janelas tremeram, me escondi em um quarto sem janelas. Ouço explosões desde as duas da manhã; há pausas, mas elas sempre voltam”.
No bairro de El Valle, Emmanuel Parabavis, também de 29 anos, afirmou ter ouvido sons semelhantes a metralhadoras: “Parecia uma tentativa de defesa contra os bombardeiros. Ouvimos muitas detonações e disparos contra os aviões que sobrevoam a área”.
Reação do regime e resposta regional
Diante da escalada, a televisão estatal venezuelana transmitiu um comunicado convocando a mobilização popular e declarando Estado de Emergência em todo o território. Há relatos e vídeos circulando na rede social X que mostram forças do regime detendo civis nas ruas em meio ao desespero causado pelos bombardeios.
O governo da Venezuela classificou o episódio como uma “gravíssima agressão militar” e declarou estado de exceção. “A Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana”, diz a nota oficial.
No cenário regional, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou o uso de mísseis contra Caracas. “Alerta a todo o mundo, atacaram a Venezuela”, escreveu Petro em sua conta no X. O mandatário colombiano solicitou reuniões imediatas da OEA e da ONU para “estabelecer a legalidade internacional da agressão” contra o país vizinho.