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As forças russas lançaram um ataque massivo contra a Ucrânia na madrugada desta sexta-feira (9), utilizando o avançado míssil hipersônico Oreshnik. A ofensiva, que atingiu prédios residenciais em Kiev e deixou ao menos quatro mortos, ocorre logo após o Kremlin rejeitar o mais recente plano de paz para o pós-guerra.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o uso dos projéteis, que possuem capacidade nuclear, classificando a operação como uma retaliação a um suposto ataque de drones ucranianos contra uma das residências do presidente Vladimir Putin no final de dezembro.
Retaliação e Tensões Diplomáticas
Segundo o chanceler russo, Serguéi Lavrov, Kiev teria lançado 91 drones contra a residência oficial de Putin em Valday no dia 29 de dezembro. Embora Moscou afirme que todos os aparelhos foram abatidos sem causar feridos, Lavrov classificou o episódio como “terrorismo de Estado” e anunciou uma endurecimento na postura diplomática russa.
“Não pretendemos nos retirar do processo de negociação com os Estados Unidos. No entanto, as posições negociadoras da Rússia serão revisadas”, alertou Lavrov.
O Poder do Oreshnik
O sistema de mísseis Oreshnik foi incorporado oficialmente ao serviço ativo em 30 de dezembro, com unidades enviadas para a Belarus. O armamento é uma das principais apostas de Putin para pressionar a Ucrânia e o Ocidente:
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Capacidade: Projéteis hipersônicos difíceis de interceptar e capazes de carregar ogivas nucleares.
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Aviso de Putin: O líder russo já havia advertido que buscaria ampliar os avanços territoriais caso as exigências do Kremlin não fossem atendidas nas conversas de paz.
Negociações em Ponto de Inflexão
O ataque ocorre em um momento contraditório para a diplomacia. No último domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu Volodymyr Zelensky na Flórida e chegou a declarar que os dois países estavam “mais perto do que nunca” de um acordo de paz.
Contudo, a nova ofensiva russa e o uso de armamento hipersônico de última geração lançam dúvidas sobre a viabilidade de um cessar-fogo imediato, sinalizando que Moscou pretende negociar a partir de uma posição de força militar máxima.