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O irmão de Jeffrey Epstein, financista acusado de crimes sexuais, afirmou que novos detalhes da autópsia, que devem ser divulgados em breve, vão indicar que Epstein foi assassinado na prisão, e não que cometeu suicídio, como concluíram oficialmente as autoridades em 2019.
Epstein morreu aos 66 anos, encontrado enforcado em sua cela no Metropolitan Correctional Center, em Nova York, enquanto aguardava julgamento por diversas acusações de tráfico sexual. A versão oficial sustenta que a morte foi resultado de suicídio.
Em entrevista recente à emissora NewsNation, Mark Epstein, de 71 anos, disse estar convicto de que o irmão foi morto. “Jeffrey foi assassinado, e mais fatos da autópsia serão revelados em fevereiro e provarão isso”, afirmou. Segundo ele, os ferimentos observados no corpo “não correspondiam à forma como ele teria sido encontrado pendurado”.
Mark Epstein foi o responsável por identificar o corpo do irmão e, logo após a morte, contratou o ex-chefe do Instituto Médico Legal de Nova York, Dr. Michael Baden, para acompanhar a autópsia realizada pelas autoridades. À época, Baden declarou que as evidências “apontavam mais para homicídio do que para suicídio”. Ainda assim, investigações oficiais mantiveram a conclusão de que Epstein tirou a própria vida.
Falhas no sistema prisional
Um relatório do inspetor-geral do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, divulgado em 2023, apontou uma série de falhas de supervisão no sistema prisional que contribuíram para a morte de Epstein, mas concluiu que não houve envolvimento direto de terceiros. Apesar disso, teorias de conspiração continuam a circular, sugerindo que o financista teria sido morto para proteger figuras poderosas com quem mantinha relações.
“Existem apenas três formas de morrer na prisão: suicídio, causas naturais ou assassinato”, afirmou Mark Epstein. “E Jeff foi assassinado. Quero saber quem o matou e a mando de quem.”
Declarações de Ghislaine Maxwell
As declarações do irmão de Epstein ganham repercussão após Ghislaine Maxwell, ex-companheira e colaboradora do financista, também afirmar que não acredita que ele tenha cometido suicídio. Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão por seu papel no esquema de tráfico sexual liderado por Epstein.
Segundo transcrições de um depoimento prestado ao vice-procurador-geral Todd Blanche, em julho de 2025, em um tribunal de Tallahassee, na Flórida, Maxwell foi questionada diretamente sobre a causa da morte de Epstein. “Eu não acredito que ele tenha morrido por suicídio, não”, respondeu.
Ao ser perguntada se tinha alguma suspeita sobre quem poderia tê-lo matado, Maxwell disse não ter qualquer informação ou especulação concreta. Ela afirmou que, no ambiente prisional, crimes desse tipo podem ocorrer com facilidade. “Na prisão, alguém pode pagar outro detento para matar uma pessoa por cerca de US$ 25 em créditos do economato. Esse é o valor de um assassinato com um cadeado hoje em dia”, declarou.
Maxwell acrescentou que não acredita que Epstein tenha sido morto para ser silenciado ou por envolvimento em esquemas de chantagem. “Não tenho motivos para acreditar nisso”, afirmou. Segundo ela, se esse fosse o objetivo, Epstein teria sido um alvo fácil fora da prisão. “Se alguém quisesse matá-lo, teria tido inúmeras oportunidades quando ele não estava preso.”
Apesar das reiteradas conclusões oficiais, as novas alegações do irmão de Epstein e as declarações de Maxwell mantêm vivo o debate sobre as circunstâncias da morte do financista, um dos casos mais controversos da história recente do sistema judicial norte-americano.