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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO governo da Rússia advertiu que poderá atacar alvos militares do Reino Unido dentro e fora da Ucrânia em resposta aos ataques ucranianos contra território russo realizados com mísseis britânicos de longo alcance. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, em entrevista coletiva em Moscou nesta quinta-feira (27).
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A advertência é a mais contundente que a Rússia já direcionou ao Reino Unido, país-membro da OTAN e aliado incondicional da Ucrânia. Zakharova afirmou que Londres está “a um passo” de se tornar cúmplice legal do que Moscou classificou como “terrorismo” contra a população civil russa, e alertou para “consequências catastróficas” caso o país não mude de rumo.
“Advertimos repetidamente que qualquer instalação e equipamento militar britânico na Ucrânia e além de suas fronteiras poderá ser alvo de ataques em resposta aos ataques ucranianos contra território russo realizados com armas britânicas”, afirmou a porta-voz. “Proponemos que os dirigentes britânicos analisem mais uma vez de forma detida a situação e abandonem de imediato, da maneira mais resuelta e inequívoca, a linha hostil e agressiva, que só pode criar o risco de que o conflito se intensifique até alcançar um nível completamente novo.”
Ataque em Donetsk e escalada
A advertência ocorreu um dia após a Rússia acusar Kiev de disparar mísseis britânicos Storm Shadow contra um centro comercial na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia, sob controle russo. Segundo Moscou, o ataque deixou feridos entre a população civil, incluindo crianças. O Kremlin já havia afirmado na segunda-feira (24) que o Reino Unido está jogando “lenha na fogueira” de forma metódica, depois que Londres anunciou que permitirá que Kiev tenha acesso a tecnologia classificada para iniciar sua própria produção de mísseis Storm Shadow, capazes de atingir o interior da Rússia. A França também deu seu consentimento para ceder a licença dessa tecnologia, de origem franco-britânica.
Conexão com a visita da CIA a Moscou
A ameaça contra Londres ocorre dias após o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajar a Moscou para transmitir à Rússia um alerta no sentido oposto: que não ataque nenhum país-membro da OTAN. A visita, confirmada por fontes citadas pelo The Wall Street Journal, foi a primeira de um chefe de inteligência americano à capital russa desde novembro de 2021, quando William Burns, então diretor da CIA, viajou a Moscou para tentar dissuadir Vladimir Putin de invadir a Ucrânia.
Segundo as mesmas fontes, a viagem de Ratcliffe respondeu a novas avaliações de inteligência dos EUA que indicam que Putin, sob pressão tanto no front ucraniano quanto internamente, pode tentar testar a solidez da OTAN com uma ação de alcance limitado nos próximos anos, que poderia variar de um ciberataque a uma incursão terrestre de baixa escala, com chances de atingir algum país báltico.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou que Ratcliffe manteve conversas com funcionários da inteligência russa em Moscou, mas esclareceu que não houve reunião com Putin, embora o presidente russo tenha sido informado sobre o conteúdo dos encontros. O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a viagem em entrevista ao radialista Glenn Beck, classificando-a como “semirrotineira” e centrada nos esforços para encerrar a guerra na Ucrânia. “Algo pode surgir disso”, disse Trump. “Estamos trabalhando com intensidade para pôr fim a essa guerra e, francamente, ambas as partes querem vê-la terminada neste momento”.



















































































