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O senador Sergio Moro (União-PR) comentou nesta quinta-feira (28) sobre a megaoperação Carbono Oculto, deflagrada para desarticular um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
Em postagem no X, o ex-juiz da Lava Jato afirmou:
“Essa operação contra o PCC confirma que a integração e a atuação conjunta entre os órgãos públicos (MPs, Polícias e Receitas, entre outros) é essencial no combate ao crime organizado e à criminalidade em geral. Foi a mesma estratégia da Lava Jato que os bandidos e seus aliados tentaram insistentemente demonizar. Já passou da hora de ser retomado o modelo de forças tarefas para que as organizações criminosas sejam desmanteladas”.
A Operação Carbono Oculto mira empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição de combustíveis, incluindo postos de abastecimento. Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio, configurando um esquema criminoso bilionário.
A operação mobilizou cerca de 1,4 mil agentes de uma força-tarefa composta pelo Gaeco do Ministério Público estadual, Polícias Civil e Militar, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal e Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Entre os auditores fiscais, 160 profissionais foram responsáveis pela apreensão digital de documentos.
No total, a Polícia paulista cumpriu 156 mandados de busca, com a participação de 776 policiais. Ao todo, 200 empresas estão sob investigação, sendo que apenas uma delas possui uma dívida fiscal superior a R$ 7,5 bilhões com o Estado de São Paulo.
A operação reforça a estratégia de ações integradas entre órgãos públicos no combate a organizações criminosas de grande escala, especialmente aquelas que atuam em setores estratégicos da economia, como o de combustíveis.