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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira (19) de uma cerimônia em Belo Horizonte (MG), marcando a ampliação dos atendimentos oncológicos do Hospital Luxemburgo, mas evitou comentar as investigações que atingem o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na quinta-feira (18).
A aparição foi a primeira de Lula em um evento público desde que a PF realizou buscas relacionadas a uma apuração envolvendo o senador baiano. As investigações apontam que Wagner teria recebido um apartamento e pagamentos de um ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O parlamentar nega irregularidades.
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Apesar da repercussão do caso, o presidente não fez qualquer referência ao aliado durante seu discurso. Nos bastidores, porém, Jaques Wagner afirmou que recebeu uma ligação de Lula após a operação, na qual o chefe do Executivo teria manifestado solidariedade.
Durante o evento, Lula concentrou sua fala em temas ligados à saúde e à Copa do Mundo de 2026. Em tom descontraído, comentou a ausência de Neymar da partida da Seleção Brasileira contra o Haiti, marcada para esta sexta-feira.
“O Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador em home office. Isso eu vi na internet”, disse o presidente. “Acho que, qualquer dia, vamos ter que fazer uma seleção na inteligência artificial, com onze Pelés.”
Neymar segue em recuperação de uma lesão na panturrilha e não foi relacionado para o segundo compromisso do Brasil na competição.
Indefinição política em Minas
A visita também marcou o retorno de Lula a Minas Gerais após quase três meses. O presidente esteve pela última vez no estado em março e ainda enfrenta indefinições sobre o cenário eleitoral mineiro para 2026, especialmente após a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o governo estadual.
Sem um pré-candidato oficialmente apoiado pelo Palácio do Planalto, Lula minimizou a ausência de um grande palanque político no evento.
“Toda vez que a gente vinha anunciar alguma coisa, a gente fazia um palanque com 40 pessoas na mesa. Agora estamos fazendo uma coisa mais íntima”, afirmou.
Participaram da cerimônia os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de parlamentares petistas e do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil). O governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), não compareceu ao evento, apesar de ter sido citado na placa de inauguração da obra.




















































