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Solto na semana passada, cônsul denunciado por morte de marido volta para a Alemanha

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Denunciado pelo assassinato do próprio marido e solto na semana passada, o cônsul alemão Uwe Herbert Hahn retornou para seu país de origem. Ele saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (28) e chegou à Frankfurt, na Alemanha, na manhã desta segunda. O marido falecido é o belga Walter Henri Maximilien Biot.

Ao apresentar à Justiça os motivos para pedir que o cônsul alemão volte para a cadeia, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) informou que o estrangeiro não entregou o passaporte e estava prestes a se mudar para o Haiti.

Uwe foi denunciado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O crime aconteceu no dia 5 de agosto.

Na denúncia à Justiça, além de alertar para o fato do alemão ainda estar com o passaporte e de mudança marcada para o Haiti, a promotora Bianca Chagas de Macêdo lembrou que o cônsul tem condições financeiras de fugir – destacando que ele pode fazer isso “a qualquer tempo”.

A promotora do Rio menciona também que a prisão de Uwe pode evitar que testemunhas sejam intimidadas. Segundo a denúncia, o alemão “acredita gozar de amplos poderes”.

“É notório que o denunciado – em sua posição de cônsul – tem poder de influência e condição financeira para que, caso queira, busque (e consiga!) intimidar testemunhas! Consta, inclusive, dos autos, que o denunciado acredita gozar de amplos poderes e imunidade devido a sua função de cônsul da Alemanha”, diz Chagas Macêdo no documento.

Na quinta-feira da semana passada (25), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liberdade para Uwe.

Ele deixou a Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte do Rio, um dia depois.

Na decisão, a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita alegou que houve “flagrante excesso de prazo para a propositura da ação penal” por parte do Ministério Público (MP), e deferiu o relaxamento da prisão.

Por meio da 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital, o MP rebateu afirmando que até aquela data não tinha sido intimado para oferecimento de denúncia.

O 4º Tribunal do Júri afirma que a promotoria foi, sim, intimada.

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