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Presidente do Paraguai: “Jamais imaginamos ser vítimas de espionagem do Brasil”

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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, demonstrou sua “tremenda preocupação” diante das denúncias de espionagem supostamente realizadas pela a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Eduardo Feinmann, no programa Alguien tiene que decirlo, transmitido pela Rádio Mitre, de Buenos Aires.

Segundo o presidente paraguaio, a operação teria ocorrido entre março de 2022 e março de 2023, período em que estavam em curso as negociações relacionadas ao Tratado de Itaipu.

“Recebemos ciberataques da China e os Estados Unidos estão nos ajudando, mas jamais imaginamos ser vítimas de espionagem por parte dos nossos irmãos do Brasil”, afirmou Peña, referindo-se às informações divulgadas por veículos de imprensa brasileiros.

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De acordo com esses relatos, a agência de inteligência brasileira teria conduzido a operação de espionagem sob ordens do governo, dentro do período citado.

Peña destacou a gravidade histórica da situação: “O Paraguai tem uma história bastante dura na região. Em um momento da nossa trajetória, enfrentamos uma guerra de extermínio, como foi a Guerra da Tríplice Aliança. Essas são feridas que buscamos curar”.

Para ele, esse novo episódio “reabre feridas antigas”, justamente no momento em que seu governo busca “deixar para trás uma história de ódio e ressentimento que vinha, principalmente, de fora para dentro do Paraguai”.

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Diante da seriedade do caso, o governo paraguaio adotou medidas imediatas. “Convocamos o embaixador do Paraguai no Brasil para consultas, enviamos uma nota formal solicitando explicações detalhadas e abrimos investigações próprias”, explicou Peña.

O presidente também informou que o governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, alegou que a operação foi suspensa assim que assumiu o poder. Ainda assim, ele afirmou que a preocupação permanece e que sua administração continuará acompanhando o caso de perto.

Durante a entrevista, Peña também abordou temas econômicos e políticos da região. Ao comentar o impacto global das tarifas anunciadas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele afirmou que o Paraguai está relativamente bem posicionado: “Nos afeta em menor grau. Isso vai ter um impacto mundial, afetando os países de formas diferentes. O Paraguai vem lutando sem muito estímulo, apenas com a força interna que estamos desenvolvendo”.

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Ele também destacou que o Paraguai “recebeu a tarifa mais baixa, o piso de 10%” e acrescentou: “Estamos em situação muito melhor que outros países que sofreram aumentos significativos nas tarifas”. Em sua avaliação geral, “essa guerra global nos pega em uma posição forte”.

Peña celebrou ainda os avanços econômicos e os indicadores macroeconômicos do país: “Estamos crescendo com uma inflação muito baixa e estável. Houve uma redução importante da pobreza e temos uma visão otimista para 2025”, declarou.

Sobre a recente desvalorização do real no Brasil, Peña alertou que flutuações cambiais “sempre têm impacto”, mas reforçou a solidez da economia paraguaia. “O Paraguai construiu sua economia recente com base em um modelo altamente competitivo. Alguns pensam que temos preços baixos — não são baixos, é competitividade. A base de tudo é a estabilidade fiscal que o país mantém”, destacou.

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Por fim, o presidente comentou sobre a eleição do novo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e lamentou que o candidato do Paraguai não tenha sido eleito. “Estávamos muito esperançosos, porque temos convicção de que Rubén Ramírez era a pessoa ideal, com um compromisso irrestrito com a democracia”, afirmou.

Peña também criticou a postura do novo secretário-geral em relação às situações da Venezuela e da Nicarágua: “Ele não demonstrou uma posição firme e clara diante do que está acontecendo”. Apesar disso, reafirmou o posicionamento de seu país: “Nosso compromisso com o multilateralismo é irrestrito”.

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