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🧡 Ver Ofertas na ShopeePesquisadores desenvolveram um exame de sangue capaz de detectar o câncer de ovário ainda em seus estágios iniciais, oferecendo potencial para “melhorar significativamente” o tratamento e os resultados para pacientes, segundo especialistas.
O teste identifica dois tipos diferentes de marcadores sanguíneos em pessoas com sintomas da doença e utiliza inteligência artificial para reconhecer padrões que seriam difíceis de perceber por seres humanos.
O exame, criado pela empresa AOA Dx, busca detectar fragmentos que células cancerígenas liberam na corrente sanguínea, incluindo pequenas moléculas semelhantes a lipídios e determinadas proteínas. Segundo a empresa, a combinação desses componentes funciona como uma “impressão digital biológica” do câncer de ovário.
A tecnologia também se apoia em um algoritmo treinado com milhares de amostras de pacientes, capaz de identificar padrões sutis que indicam a presença da doença, mesmo em seus estágios iniciais.
“Com esse teste, é possível detectar a doença em estágios iniciais e com maior precisão do que as ferramentas atualmente disponíveis”, afirmou Alex Fisher, diretor de operações e cofundador da AOA Dx.
Dr.ª Abigail McElhinny, diretora científica da empresa, acrescentou: “Ao usar aprendizado de máquina para combinar múltiplos tipos de biomarcadores, desenvolvemos uma ferramenta diagnóstica capaz de identificar o câncer de ovário em sua complexidade molecular, abrangendo diferentes subtipos e estágios. Essa plataforma oferece uma grande oportunidade de melhorar o diagnóstico precoce, potencialmente resultando em melhores desfechos para os pacientes e menores custos para o sistema de saúde.”
O estudo, conduzido pelas universidades de Manchester e do Colorado e publicado no jornal Cancer Research Communications da American Association of Cancer Research (AACR), analisou 832 amostras usando a plataforma da AOA Dx.
Nos exames do Colorado, o teste identificou corretamente o câncer de ovário em todas as fases da doença em 93% dos casos e 91% nos estágios iniciais. Em Manchester, a precisão foi de 92% para todos os estágios e 88% nos iniciais.
Emma Crosbie, professora da Universidade de Manchester e consultora honorária em oncologia ginecológica do Manchester University NHS Foundation Trust, afirmou: “A plataforma da AOA Dx tem potencial para melhorar significativamente o cuidado e os resultados das pacientes com câncer de ovário. Estamos ansiosos para avançar com novos ensaios prospectivos, para validar ainda mais a tecnologia e avaliar como ela poderia ser integrada aos sistemas de saúde existentes.”
O número estimado de novos casos de câncer de ovário no Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 7.310. O número corresponde a um risco estimado de 6,62 novos casos a cada 100 mil mulheres, segundo o Ministério da Saúde.



















































































