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Recém-filiado ao PSD com foco nas eleições de outubro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira que não pretende disputar a Presidência da República “a qualquer custo” e que irá respeitar a decisão interna do partido sobre a candidatura ao Palácio do Planalto.
Caiado anunciou na véspera sua saída do União Brasil e a filiação ao PSD, após avaliar que não havia espaço na antiga sigla para viabilizar seu projeto presidencial. O União Brasil deve apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), posição que, segundo aliados, influenciou a movimentação política do governador goiano.
Em entrevista à GloboNews, Caiado destacou que a disputa interna no PSD é acirrada e envolve outros nomes de peso, como os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Junior (Paraná), que também demonstram interesse em concorrer ao cargo. Segundo ele, as ambições pessoais devem ficar em segundo plano diante do projeto coletivo do partido.
“Todos nós temos as nossas aspirações individualmente, mas, acima de tudo, está nossa aspiração como brasileiros. Não dizemos: ‘Eu vou ser candidato a qualquer custo’. Respeitaremos a escolha do partido”, afirmou.
O governador negou que sua saída do União Brasil tenha sido motivada exclusivamente por divergências em relação ao apoio a Flávio Bolsonaro. Para Caiado, o mais importante é que a direita apresente múltiplas candidaturas no primeiro turno como estratégia para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição.
Na avaliação do governador, a fragmentação inicial não enfraquece o campo político. “Lançar diversos nomes da direita é realmente a estratégia mais correta e inteligente para enfrentar a máquina demolidora do PT”, disse.
Caiado também rejeitou o rótulo de “terceira via” e afirmou que há uma frente de centro-direita em formação. Segundo ele, além do nome que será escolhido pelo PSD, também devem disputar espaço o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro e outros possíveis candidatos.
“Essa tese de terceira via é uma tese de segmentação. Os candidatos estão postos, e todos têm chance de chegar ao segundo turno. Não temos essa rotulação”, concluiu.