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O governo federal liberou R$ 644 milhões que estavam bloqueados no Orçamento deste ano, reduzindo o total de despesas contingenciadas em 2025 de R$ 8,3 bilhões para R$ 7,7 bilhões. A atualização consta no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º bimestre, divulgado na noite desta sexta-feira (21), documento que revisa as projeções das contas públicas até o fim do ano.
A liberação ocorre após uma redução na estimativa de gastos previstos para os dois últimos meses de 2025. Com o novo cenário, a equipe econômica volta a prever que as contas públicas devem encerrar o ano exatamente no limite da meta fiscal: um déficit de cerca de R$ 31 bilhões — valor correspondente à margem de tolerância permitida pela lei.
Ainda não foi divulgado quais ministérios e políticas públicas serão beneficiados com a liberação dos R$ 644 milhões. O detalhamento deverá ser publicado até o final de novembro, segundo o Ministério da Fazenda.
A equipe econômica destacou que a liberação poderia ter sido maior, mas parte das despesas de defesa foi excluída da meta fiscal, reduzindo o espaço disponível para desbloquear recursos. Outro fator que pesou na conta foi o aumento da projeção de déficit das estatais: antes estimado em R$ 6,2 bilhões, o rombo agora deve chegar a R$ 9,2 bilhões, puxado sobretudo pelo desempenho negativo dos Correios.
Embora a meta oficial para 2025 seja de déficit zero — o que significa igualar despesas e receitas, sem considerar precatórios — o governo pode registrar saldo negativo de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente exatamente aos R$ 31 bilhões previstos no relatório.
Mesmo com o desbloqueio parcial, o cenário fiscal segue pressionado, e o governo mantém o discurso de vigilância sobre gastos e receitas para tentar fechar o ano dentro da margem permitida pela legislação.