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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o Estreito de Ormuz está “permanentemente aberto” após conversas secretas com o presidente da China, Xi Jinping. Segundo Trump, o líder chinês teria concordado em interromper o envio de armas ao Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
A declaração foi publicada na rede social Truth Social, onde Trump também afirmou que Xi deverá recebê-lo “com um grande abraço” em um encontro previsto para as próximas semanas.
“China está muito feliz que eu esteja abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também — e pelo mundo. Essa situação nunca mais acontecerá”, escreveu o presidente norte-americano.
Trump acrescentou ainda que Washington e Pequim estariam trabalhando juntos de forma estratégica para evitar novos confrontos. Apesar do tom conciliador, reforçou o poder militar dos Estados Unidos ao afirmar que o país continua preparado para agir caso necessário.
Bloqueio naval elevou tensão global
A declaração ocorre após o fracasso das negociações de paz com o regime iraniano no último fim de semana. Diante do impasse, Trump ordenou um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente.
O objetivo da medida seria pressionar Teerã a retomar as negociações, evitando uma nova campanha de bombardeios que já provocou instabilidade em toda a região.
Ainda não está claro se Trump quis dizer que o estreito foi reaberto imediatamente para o tráfego marítimo ou se sinalizou apenas uma intenção de alcançar uma solução definitiva nas conversas em andamento com o Irã.
Encontro com Xi Jinping em maio
Trump e Xi Jinping devem se reunir em Pequim em meados de maio para uma cúpula diplomática que tratará de tarifas comerciais e do acesso dos Estados Unidos a minerais raros.
A viagem será a primeira grande missão internacional de Trump desde o início da guerra contra o Irã, principal aliado da China no Oriente Médio.
Durante as últimas cinco semanas de conflito, China e Rússia teriam auxiliado Teerã com imagens de satélite e informações de inteligência usadas em ataques contra bases militares americanas com mísseis balísticos e drones.
Petróleo dispara e inflação pressiona EUA
Nas últimas 24 horas, as forças armadas dos Estados Unidos impediram a passagem de seis petroleiros pelo estreito. Paralelamente, o Pentágono prepara o envio de mais 6 mil soldados para a região, a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush e de outros navios de guerra.
Pequim criticou duramente o bloqueio promovido por Washington. Xi Jinping classificou a ação como “perigosa e irresponsável” e afirmou que o mundo não pode retornar à “lei da selva”.
O conflito também impactou a economia global. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina subiu para cerca de US$ 4,10 por galão, enquanto o barril de petróleo se mantém acima de US$ 100, pressionando a inflação no país.
Trump promete acordo em até 48 horas
Na manhã desta quarta-feira, Trump afirmou que a guerra pode caminhar para uma solução pacífica nas próximas 48 horas.
“Vocês verão dois dias incríveis pela frente”, declarou o presidente em entrevista à ABC News, sugerindo que um novo acordo estaria próximo.
As negociações anteriores fracassaram após os EUA exigirem que o Irã abandonasse completamente seu programa nuclear, suspendesse o enriquecimento de urânio por 20 anos e entregasse todo seu estoque ao governo americano.
Diplomatas iranianos ofereceram uma pausa de cinco anos no enriquecimento, mas se recusaram a ceder o controle do material nuclear.
Pouco depois, o vice-presidente JD Vance, ao lado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, confirmou que nenhuma solução havia sido alcançada após mais de 20 horas de negociações.























































