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A prisão da influenciadora Deolane Bezerra na Operação Vérnix, realizada nesta quinta-feira (21), teve origem na apreensão de bilhetes e manuscritos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) há sete anos, em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
Segundo as investigações, o esquema utilizava uma transportadora de cargas de fachada para lavar dinheiro. Os recursos eram repassados para diversas contas, incluindo duas em nome de Deolane.
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Os bilhetes apreendidos em 2019
Conforme relatado inicilamente pela TV Globo, agentes penitenciários localizaram os manuscritos escondidos na cela de Gilmar Pinheiro Feitoza e Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, além da caixa de esgoto da unidade prisional, durante uma revista realizada em julho de 2019.
| Conteúdo dos bilhetes | Detalhe |
|---|---|
| Ordens internas da facção | — |
| Contatos com integrantes do alto escalão do PCC | — |
| Referências a ações violentas contra servidores públicos | Planos para matar funcionários do sistema prisional |
| Menção a uma “mulher da transportadora” | Apontada como responsável por levantar endereços de agentes públicos |
Os dois presos foram condenados e transferidos para o sistema penitenciário federal.
A “mulher da transportadora”
A referência à “mulher da transportadora” levou à abertura de um segundo inquérito, destinado a identificar a pessoa citada e entender a ligação entre a transportadora sediada em Presidente Venceslau e a facção criminosa.
As investigações concluíram que a empresa funcionava como companhia de fachada usada para lavagem de dinheiro do PCC.
Celular apreendido revelou ligação com Deolane
Em 2021, a Operação Lado a Lado aprofundou as investigações. A polícia apreendeu o celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador central do esquema.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Quem era Ciro | Responsável por comprar caminhões, realizar pagamentos, movimentar recursos da cúpula do PCC, executar ordens de Marcola e administrar patrimônio |
| O que o celular revelou | Imagens de depósitos para contas de Deolane e de Everton de Souza, conhecido como “Player” |
A partir da análise do aparelho, surgiu uma nova frente investigativa relacionada a conexões financeiras com Deolane.
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Depósitos fracionados e ocultação
Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil — técnica conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento financeiro.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Depósitos fracionados na conta pessoal (2018-2021) | R$ 1,06 milhão |
| Depósitos em duas empresas de Deolane | R$ 716 mil |
| Bloqueio em nome de Deolane | R$ 27 milhões |
| Bloqueio total da operação | R$ 357,5 milhões |
| Veículos bloqueados | 39 veículos avaliados em R$ 8 milhões |
A polícia afirma não ter identificado prestação de serviço jurídico que justificasse os valores recebidos pela influenciadora.
O papel de Deolane
Segundo a investigação, a projeção pública de Deolane, suas atividades empresariais formais e a movimentação patrimonial eram utilizadas como “camadas de aparente legalidade” para dificultar a identificação da origem ilícita do dinheiro.
Outros alvos
| Alvo | Situação |
|---|---|
| Marcola | Preso em Brasília — novo mandado expedido |
| Alejandro Camacho (irmão de Marcola) | Preso em Brasília |
| Paloma Sanches Herbas Camacho (sobrinha) | Presa na Espanha |
| Leonardo Alexsander (sobrinho) | Foragido na Bolívia |
| Everton de Souza (“Player”) | Preso |
| Ciro Cesar Lemos | Foragido |
O que diz a defesa
O advogado de Deolane, Luiz Imparato, afirmou que está se “inteirando dos fatos”.
























































