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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO julgamento do ex-vereador Jairinho (Jairo Souza Santos Júnior) e de Monique Medeiros Costa e Silva estava marcado para começar às 9h desta segunda-feira (25) no 2º Tribunal do Júri da Capital, no centro do Rio de Janeiro. A juíza Elizabeth Louro acatou um pedido de adiamento após um dos advogados de Jairinho, Fabiano Lopes, ter sofrido um infarto no sábado (23). Com a ausência do defensor, o ex-vereador decidiu destituir toda a sua equipe de advogados — o que, pelas regras processuais, obrigaria o adiamento do julgamento para que ele pudesse constituir uma nova defesa.
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A crítica da juíza
A magistrada criticou duramente a manobra, afirmando que as tentativas de adiar o processo fazem dela e de todos os envolvidos “reféns” do caso.
“Estamos mais uma vez diante de uma imposição indeclinável de adiamento do processo do julgamento. E, ao me referir à imposição, pretendo destacar que as inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só dessa julgadora, mas de todos os demais os envolvidos nesse processo, reféns dele”, afirmou a juíza
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A reviravolta
No momento em que a juíza anunciava sua decisão, Jairinho pediu para se reunir com os advogados recém-dispensados. A motivação foi um aviso da Promotoria: os promotores informaram que, com o adiamento, solicitariam a transferência do ex-vereador do presídio Bangu 8 — destinado a internos com ensino superior — para o presídio Bangu 1, conhecido por abrigar presos de alta periculosidade, com celas solitárias, sem visitas e com pouco tempo de sol.
O recuo do réu
Assustado com a possibilidade, o réu voltou atrás imediatamente. Ele reconduziu os ex-advogados aos cargos e constituiu seu filho, Luiz Fernando Abdul Figueiredo dos Santos, recém-formado em direito, como novo advogado principal.
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A retomada do julgamento
A juíza, então, recuou da decisão de adiar o julgamento, retomou o processo e realizou o sorteio dos jurados. O júri será composto por cinco homens e duas mulheres, aceitos pelas defesas dos réus.
As acusações
Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021, vítima de espancamento. Segundo as investigações, ele foi agredido dentro do apartamento onde vivia com a mãe, Monique, e o padrasto, Jairinho.
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Jairinho responde por homicídio qualificado por meio cruel e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com agravante pela vítima ter menos de 14 anos. Ele também é acusado de três episódios de tortura e coação no curso do processo.
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Monique Medeiros responde por homicídio qualificado por omissão, com as qualificadoras de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, além de tortura e coação.
O que acontece agora
O julgamento foi retomado ainda nesta segunda-feira (25). O tribunal do júri ouvirá testemunhas e os réus antes de os jurados decidirem sobre a culpa ou inocência de Jairinho e Monique.



































































