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🧡 Ver Ofertas na ShopeeJornal afirma que país está “estarrecido” com revelações e que sessão a portas fechadas seria “afronta ao direito do público à informação”; decisão sobre formato cabe a Fachin, pressionado nos bastidores.
O jornal O Globo publicou, nesta sexta-feira (11), um editorial em que defende que a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para a próxima terça-feira (15) — que vai analisar o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes — seja realizada de forma aberta e transmitida ao vivo pela TV Justiça.
O texto afirma que o país está “estarrecido com as revelações sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e artífice da maior fraude financeira da História brasileira” e que a questão “exige que seja passada a limpo diante do público”. O editorial sustenta que “não há espaço para conchavos de bastidor, acordos a portas fechadas ou sessões secretas”.
Transparência como regra
O jornal argumenta que, para o resgate da credibilidade do Supremo, “a única alternativa é uma sessão aberta, transmitida ao vivo pela TV Justiça, como tem sido feito sempre nas últimas décadas, em especial nos momentos críticos do tribunal”. O editorial lembra que, nos últimos anos, “nunca um julgamento foi mantido em segredo — apenas reuniões administrativas não são transmitidas”.
O texto também cita o precedente negativo de uma reunião a portas fechadas que resultou na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, classificando o episódio como tendo dado “frutos muito ruins, como a situação vivida hoje”.
Contexto e pressão nos bastidores
A publicação do editorial ocorre em meio à pressão sobre o presidente do STF, Edson Fachin, para que a sessão seja fechada. Segundo apurações de veículos como a CNN Brasil e a Folha de S.Paulo, integrantes da ala favorável a Moraes defendem que o julgamento ocorra sem transmissão ao vivo, com o objetivo de evitar a exposição pública de desavenças entre os ministros e reduzir a pressão popular sobre o tribunal.
O STF teme que vídeos da sessão sejam usados como “munição para as campanhas nas redes” durante o período eleitoral. Fachin, no entanto, tem sinalizado resistência ao fechamento, avaliando que a medida pode passar uma imagem negativa de que a Corte não está aberta à transparência.
O que será julgado
A sessão de terça-feira (15), marcada para as 10h em formato presencial, vai analisar a validade do relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento foi produzido por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master, e gerou uma crise interna sem precedentes na Corte.
Moraes planeja fazer um pronunciamento público na segunda-feira (14), véspera do julgamento, para se defender das suspeitas e reafirmar que nunca teve envolvimento pessoal com Vorcaro. O ministro pretende abordar sua atuação à frente do inquérito das fake news, que comandou por mais de sete anos.



































































