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Um ex-piloto da Air Canada foi acusado pelas autoridades canadenses de ter comandado voos comerciais por 16 anos usando uma licença falsificada. Geoffrey Wall, de 59 anos, natural de Barrie, na província de Ontário, teria realizado centenas de viagens domésticas e internacionais sem possuir a certificação exigida para atuar como comandante de aeronaves de grande porte.
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De acordo com a polícia regional de Peel, o piloto operou entre 2009 e 2025 sem a credencial necessária para pilotar aviões comerciais de passageiros. Estima-se que ele tenha comandado mais de 900 voos dentro e fora do Canadá. A Air Canada confirmou que Wall possuía uma licença de piloto comercial válida, mas acabou promovido a capitão sem ter a Licença de Piloto de Linha Aérea (ATPL, na sigla em inglês), que é obrigatória para o cargo.
A investigação
As autoridades detectaram anomalias durante uma verificação rotineira de documentação. O órgão regulador de aviação do país, o Transport Canada, contatou a polícia no início deste ano, o que desencadeou a investigação. O chefe de polícia adjunto, Nick Milinovich, detalhou o caso:
“Este piloto teve uma carreira de 27 anos e estamos alegando que, desde 2009, ele voou se apresentando de forma falsa para seu empregador e para as autoridades regulatórias, usando documentos de licenciamento fraudulentos. Ele ascendeu ao cargo de piloto comandante onde, por quase 16 anos, voou em modelos Boeing 767, 777 e 787.”
A Air Canada afirmou que Wall foi afastado imediatamente de suas funções assim que a fraude foi descoberta. A companhia relatou o caso voluntariamente ao Transport Canada e informou que o piloto já não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa.
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Segurança não foi comprometida, diz empresa
Em comunicado oficial, a Air Canada assegurou que a segurança dos passageiros não foi colocada em risco pelo incidente. Segundo a empresa, todos os seus pilotos passam por treinamentos obrigatórios em simuladores a cada seis meses para validar a competência de voo, o que inclui uma checagem prática anual com um avaliador certificado pelo órgão regulador.
No entanto, a companhia aérea reconheceu a gravidade da falha:
“O licenciamento adequado é uma camada essencial da abordagem de segurança de múltiplas camadas da indústria aérea. Portanto, a Air Canada leva este assunto com a máxima seriedade.”
A empresa informou ainda que Wall já foi multado administrativamente pelo Transport Canada por atuar como capitão sem a devida licença. A companhia preferiu não dar mais detalhes para preservar as leis de privacidade e não interferir na investigação criminal em andamento.
Falsa comunicação de crime
Além das acusações relacionadas à falsificação de documentos e fraude, a polícia revelou que o ex-piloto tentou despistar as autoridades registrando um boletim de ocorrência falso, no qual alegava ter sido vítima de um suposto roubo de seus documentos de aviação.
Após o escândalo, a Air Canada realizou uma auditoria completa no histórico de todos os seus pilotos e garantiu não ter encontrado nenhum outro caso de não conformidade. O processo criminal contra Geoffrey Wall segue tramitando na Justiça canadense.
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