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O endividamento das famílias brasileiras alcançou um novo recorde histórico em maio de 2026. Segundo os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 81,6% dos lares no país possuem algum tipo de dívida.
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Este é o maior patamar já registrado em toda a série histórica da pesquisa e representa o quinto mês consecutivo de crescimento do indicador. No mesmo período do ano passado (maio de 2025), o percentual era de 78,2%, o que evidencia que o orçamento doméstico segue severamente pressionado, mesmo diante de um cenário de maior acesso ao crédito.
Inadimplência acompanha a alta das dívidas
O endividamento acelerado veio acompanhado do aumento no número de contas atrasadas. A inadimplência e a capacidade de pagamento das famílias registraram os seguintes comportamentos:
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Contas em atraso: O percentual de famílias com compromissos financeiros atrasados subiu para 29,9% em maio, superando os 29,7% de abril e os 29,5% registrados em maio de 2025.
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Sem condições de pagar: O grupo de consumidores que assume não ter como quitar as dívidas em atraso estagnou em 12,3% pelo terceiro mês consecutivo, sinalizando que uma parcela significativa da população está financeiramente sufocada.
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O peso da crise no bolso dos mais pobres
A pesquisa joga luz sobre o abismo social do endividamento no Brasil. A vulnerabilidade aos juros altos e aos atrasos é dramaticamente maior entre as famílias de menor poder aquisitivo.
| Perfil de Renda | Possuem Dívidas | Têm Contas em Atraso (Inadimplência) |
| Até 3 salários mínimos | 84,6% | 38,6% |
| Mais de 10 salários mínimos | 71,4% | 15,4% |
O presidente do Sistema CNC (Sesc-Senac), José Roberto Tadros, alertou para a gravidade do cenário e pediu medidas de apoio aos consumidores mais afetados.
“Essa sequência de aumentos atinge, principalmente, as famílias de menor poder aquisitivo… é preciso garantir que elas possam renegociar as dívidas e recuperar o fôlego financeiro”, destacou Tadros.
O avanço contínuo do endividamento acende um sinal de alerta para o comércio e para a recuperação da atividade econômica, uma vez que o comprometimento da renda das famílias tende a retrair o consumo nos próximos meses.
























































