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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA União Europeia suspenderá a partir da próxima quinta-feira (3) a importação de carne e outros produtos de origem animal procedentes do Brasil. A decisão, anunciada pela Comissão Europeia nesta segunda-feira (31), atinge carne bovina e de aves de criação, produtos de aquicultura, mel e tripas.
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O motivo da suspensão é o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária brasileira. Segundo a Comissão Europeia, o país não apresentou garantias suficientes de que suas produções cumprem as regras comunitárias sobre o uso desses medicamentos.
O que diz a legislação europeia
O Regulamento (UE) 2019/6 estabelece que os animais e produtos de origem animal exportados para o bloco não podem ter sido tratados com antimicrobianos utilizados para fomentar o crescimento ou aumentar o rendimento. Também é proibido o uso de antimicrobianos reservados para o tratamento de infecções humanas.
Essas medidas fazem parte de uma política europeia destinada a combater a resistência dos microrganismos aos medicamentos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as superbactérias resistentes aos antimicrobianos são diretamente responsáveis por mais de um milhão de mortes por ano e contribuem para quase cinco milhões de mortes adicionais.
Produtos afetados
A medida, prevista no Regulamento de Execução (UE) 2026/1189, modifica o sistema de autorização de terceiros países e elimina as marcas de autorização que o Brasil mantinha para diversas categorias. A tabela do anexo do regulamento retira o Brasil das categorias correspondentes a bovinos, equinos, aves de capoeira, produtos de aquicultura, mel e tripas.
A Comissão Europeia justificou a decisão afirmando que “não havia recebido informação que garantisse que o Brasil tivesse aplicado as medidas necessárias para cumprir os requisitos estabelecidos pela normativa europeia”.
Impacto econômico
A União Europeia é o segundo maior mercado para as carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China, segundo o Ministério da Agricultura. Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.
Considerando apenas a carne bovina, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilhão com o bloco, com um total de 128 mil toneladas exportadas. A comercialização de carne de frango para a União Europeia, em 2025, atingiu US$ 762 milhões e 230 mil toneladas.
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.
Calendário para retomada
Uma porta-voz do Executivo europeu afirmou que “o Brasil é um parceiro importante da UE” e que o bloco está “trabalhando estreitamente, de maneira construtiva e positiva, com as autoridades brasileiras para assegurar sua conformidade com essas exigências”.
No caso das aves e do mel, uma auditoria está em andamento e deve ser concluída na sexta-feira (5). Se o resultado for positivo, as exportações de carne de aves brasileira para a UE poderão voltar a ser autorizadas nas próximas semanas.
Para a carne bovina, porém, os prazos são mais longos. “Em razão da duração dos ciclos de produção de acordo com as espécies animais envolvidas, a data a partir da qual o Brasil poderá estar em condições de certificar sua conformidade com as exigências da UE varia de acordo com os setores”, explicou a Comissão Europeia. Autoridades europeias sinalizaram que a carne bovina brasileira pode ficar fora do mercado europeu até 2028.






















































































