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🧡 Ver Ofertas na ShopeeLevantamento mostra que 51,6% dos eleitores acreditam que ministros do Supremo decidem mais por “interesse próprio” do que pela lei; confiança na Corte é de apenas 36,5%.
A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (9), traz um retrato inédito da percepção dos brasileiros sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) em meio à crise institucional que atinge a Corte. O levantamento, realizado entre 4 e 7 de setembro com 1.500 eleitores, mostra que a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, já é conhecida por 75,5% dos entrevistados — índice que reflete o impacto do escândalo no debate público.
Crise vista como institucional e individual
Questionados sobre o que pensam da relação entre Moraes e Vorcaro, 40,5% dos eleitores afirmaram que o caso é um problema tanto do STF como instituição quanto de um ministro em particular. Outros 30% disseram que é um problema do Supremo como instituição, enquanto 18,2% veem como um problema restrito a um ministro. Os dados indicam que a maioria da população não trata o episódio como uma questão isolada, mas como um reflexo de disfunções mais amplas no tribunal.
Desconfiança no STF atinge patamar elevado
A pesquisa também mediu a confiança nas instituições. O STF tem a confiança de apenas 36,5% dos entrevistados — índice inferior ao da Polícia Federal (50,3%) e ao do Ministério Público (46,5%). Além disso, 51,6% dos eleitores concordam que “ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei”, enquanto apenas 10,9% discordam. Outros 23,9% afirmaram não concordar nem discordar.
A percepção de que os “dois lados da política são igualmente corruptos” é compartilhada por 41,9% dos entrevistados, enquanto 17,7% discordam.
Investigação do Master e do INSS: o que fazer com o sigilo?
A pesquisa também perguntou como devem ser tratadas as investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS, que citam Flávio Bolsonaro, o filho do presidente Lula e ministros do STF. Para 32,7% dos eleitores, as investigações devem ficar em sigilo até depois da eleição para não influenciarem o voto. Outros 30,8% defendem que fiquem em sigilo até terminarem, para não acusar ninguém sem prova. Já 24% dos entrevistados acreditam que devem ser tornadas públicas antes da eleição, para que o eleitor vote sabendo. Os demais não souberam ou não responderam.
Moraes e Vorcaro já são conhecidos por 3 em cada 4 eleitores
O conhecimento sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro chega a 75,5% dos eleitores. O dado indica que a crise no STF deixou de ser um assunto restrito a Brasília e se consolidou como tema relevante para a maioria da população, a menos de um mês das eleições.
Metodologia
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07935/2026.




















































































