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🧡 Ver Ofertas na ShopeeRelator do caso Master respondeu a pedido de Zanin sobre acesso à íntegra dos dados; ministro afirmou que aparelho permanece nos depósitos da corporação desde fevereiro e que cópia de segurança segue intocada.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, não está em seu gabinete, mas sob a custódia da Polícia Federal (PF). A manifestação foi enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, em resposta a um pedido do ministro Cristiano Zanin, que solicitou acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15).
Segundo Mendonça, o telefone — identificado como um iPhone 17 Pro apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero — permaneceu nas instalações da PF em razão de uma decisão de 19 de fevereiro de 2026. Na ocasião, ao assumir a relatoria do caso, o ministro determinou que os materiais originais fossem guardados nos depósitos da própria corporação para preservar a cadeia de custódia das provas.
“Autorizei expressamente a adoção do fluxo ordinário de trabalho da Polícia Federal, bem como determinei que a custódia do original do material apreendido fosse feita nos depósitos da própria instituição”, afirmou Mendonça no documento.
Cópia lacrada no gabinete
O ministro esclareceu que seu gabinete possui apenas uma cópia de segurança dos dados, entregue voluntariamente pela PF em março de 2026. O material consiste em um HD criptografado, acondicionado em envelope fechado, que permanece intacto e sem qualquer violação ou manuseio.
“A referida cópia de segurança permanece lacrada e intocada até o presente momento”, ressaltou Mendonça em ofício a Fachin.
Pedido de Zanin
O ministro Cristiano Zanin havia solicitado a Fachin o acesso aos dados brutos do celular de Vorcaro para “permitir a apreciação necessária e completa” do pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, apresentado por Mendonça. Zanin pediu que todas as mídias do aparelho fossem disponibilizadas em um HD específico, para otimizar a análise.
Segundo Zanin, o material já estaria abrangido pela decisão de Fachin que determinou a retirada do sigilo dos procedimentos relacionados à Petição 16.662, que será analisada pelo plenário na terça-feira (15).
Contexto da crise
A resposta de Mendonça ocorre em meio à crise institucional no STF, que se intensificou após a divulgação de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na quinta-feira (10), Mendonça liberou 15 procedimentos do caso Master, atendendo a pedido de Fachin. No entanto, manteve sob sigilo frentes como o financiamento do filme “Dark Horse” e investigações envolvendo senadores.
Moraes reagiu e pediu a Fachin que o plenário analise de forma conjunta as suspeitas contra ele e os questionamentos sobre a atuação de Mendonça. O ministro também solicitou o “imediato levantamento de todo e qualquer sigilo, sem exceção” do caso Master, argumentando que a medida evita “escolha seletiva e direcionamento subjetivo”.
A sessão plenária marcada para terça-feira (15) vai analisar a validade do relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de Vorcaro. O julgamento pode resultar na abertura de uma investigação contra o ministro ou na anulação do documento.
A íntegra do ofício
O ofício de Mendonça a Fachin foi divulgado na íntegra e está disponível para consulta pública. O documento detalha as medidas adotadas para preservar o material apreendido e responde ponto a ponto ao pedido de Zanin.



































































