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🧡 Ver Ofertas na ShopeeImagens de câmeras de segurança mostram estudante de Direito subindo ao 23º andar às 19h12; óbito foi registrado às 20h40. Namorado e sogra haviam deixado o edifício antes da morte. Perícia aponta politraumatismo, e polícia já ouviu quatro pessoas.
Isabelle Caracristi, de 22 anos, passou cerca de 88 minutos entre o momento em que foi registrada subindo sozinha ao 23º andar do prédio onde morava com o namorado e a família dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza, e o horário registrado para o óbito, às 20h40, no dia 13 de setembro.
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As imagens, divulgadas pela Polícia Civil do Ceará e exibidas pelo Fantástico neste domingo (20), mostram que a estudante de Direito entrou sozinha no elevador às 19h12, com o celular na mão, e seguiu para o terraço do edifício. A cronologia é um dos elementos analisados pelos investigadores para esclarecer as circunstâncias da morte.
Segundo as gravações, Isabelle chegou ao prédio às 17h58. O namorado, João Munhoz Neto, desceu para buscá-la na portaria, e os dois subiram juntos no elevador.
Às 18h33, João deixou o prédio usando outra roupa. Antes de sair, ele aparece no elevador aparentemente trocando um anel da mão direita para a esquerda. O apartamento do casal ficava no 15º andar, enquanto o terraço está localizado no 23º.
A última mensagem de Isabelle para a mãe foi enviada às 19h22. João retornou ao condomínio às 22h48, quando um veículo da perícia forense já estava na garagem.
A mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, relatou que a filha havia reclamado de um torcicolo naquele dia.
“E depois disse assim pra mim: ‘Olha, eu vou descansar um pouco, porque tá doendo ainda’. Eu disse ‘pois não esqueça de tomar o relaxante muscular’. Ela disse ‘te amo, mãe’, e disse ‘te amo minha filha’”, contou Isorlanda.
Investigação e perícia
A Polícia Civil do Ceará já colheu quatro depoimentos e deve ouvir outras quatro pessoas nos próximos dias. As imagens das câmeras de segurança também são analisadas pelos investigadores.
A Pefoce realizou novas perícias no local neste domingo (20), incluindo áreas comuns do condomínio e o apartamento onde Isabelle morava. Também foram coletados vestígios de DNA, e os peritos utilizaram um drone para produzir novas imagens da área.
O laudo cadavérico apontou politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Exames laboratoriais tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. A causa e a dinâmica da morte continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.
Namorado é procurado e sogra é localizada
A Polícia Civil localizou, no início da noite deste domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, a mãe de João Munhoz Neto.
Durante a diligência, foi cumprido um mandado de busca e apreensão. O celular e um tablet dela foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
A polícia também realiza diligências para localizar João Munhoz Neto, mas ele ainda não foi encontrado. Até o momento, as autoridades não informaram que ele ou a mãe sejam suspeitos ou investigados pela morte de Isabelle.
O celular de Isabelle também passou por perícia, e o conteúdo está sendo analisado pelos investigadores.
Relacionamento e gravidez
Ao Fantástico, Isorlanda afirmou que se preocupava com o relacionamento da filha com o homem, de 33 anos, que era seu chefe. Os dois se conheceram durante o estágio da jovem em um escritório de advocacia, em julho, e, segundo a mãe, começaram o relacionamento cerca de 10 dias depois.
A professora relatou que considerava o comportamento do homem controlador e que havia questionado a rapidez com que o namoro avançou. Segundo Isorlanda, Isabelle também teria reclamado de comportamentos ciumentos e possessivos do namorado.
“Ela começou a me relatar que bastava ela descer para lanchar com as amigas do trabalho, quando via ele já estava lá junto. Quando ela descia, às vezes, para comprar um remédio na farmácia quando sentia cólica, ele já estava lá. Reclamava que ele era muito ciumento, que para onde ela ia, ele tava também”, disse Isorlanda.
Na última semana, o irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, revelou que a estudante estava grávida quando morreu. A informação foi descoberta por meio de um teste realizado após a morte.


































































