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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEm ato de campanha realizado nesta sexta-feira (16) em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou um recado direto ao governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Durante comício e carreata na cidade, o petista condicionou uma nova renegociação da dívida bilionária do estado com a União à sua permanência no Palácio do Planalto. (Vídeo no final da matéria)
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Segundo Lula, um eventual governo de seu adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) — que conta com o apoio declaratório de Cleitinho —, fechará as portas para repasses federais e transformará o território mineiro em um “cemitério de obras paradas”.
“Eu tenho certeza de que o Cleitinho é esperto. Ele não precisa me apoiar, só tem que ficar quietinho, porque só tem a ganhar no final das eleições”, declarou o presidente diante de apoiadores.
No palanque, Lula esteve acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva; da prefeita reeleita de Juiz de Fora, Margarida Salomão; da senadora eleita Marília Campos; e de nomes de peso do PT no Nordeste, como o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e o ex-ministro e agora senador pela Bahia, Rui Costa.
Perfil pragmático e pontes com a Esplanada
Eleito em primeiro turno com uma vantagem superior a 3 milhões de votos sobre o ex-prefeito Patrus Ananias (PT), Cleitinho venceu uma disputa acirrada contra figurões da política mineira, incluindo o atual governador Mateus Simões (PSD) — sucessor de Romeu Zema (Novo) —, o empresário Flávio Roscoe (PL) e o ex-prefeito da capital Alexandre Kalil (PDT).
Apesar da aliança formal com Flávio Bolsonaro, Cleitinho é visto por articuladores em Brasília como um político de perfil populista, independente e de tom pragmático. Um dos exemplos citados por interlocutores do Planalto foi a adesão convicta de Cleitinho à pauta pelo fim da escala 6×1 durante os debates na Câmara e no Senado, alinhando-se a setores progressistas e trabalhadores.
O nó da dívida de R$ 187,5 bilhões
O centro do embate político envolve o equacionamento do passivo financeiro de Minas Gerais. Durante a atual gestão Lula, o estado migrou do antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permitiu o parcelamento dos débitos com a União em até 30 anos com juros reduzidos e contrapartidas em investimentos em educação, segurança e infraestrutura.
A dívida total de Minas Gerais com os cofres federais é avaliada em R$ 187,5 bilhões, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda. Desde a adesão ao Propag, o governo mineiro já desembolsou R$ 1,03 bilhão em parcelas mensais ao longo de dez meses.
Cleitinho tem defendido publicamente um novo abrandamento das regras do Propag, solicitando que a execução de obras estaduais seja abatida do saldo devedor principal. A cláusula chegou a ser debatida no Congresso, mas foi vetada pelo presidente Lula para conter renúncias fiscais e evitar que intervenções já previstas em orçamento fossem contabilizadas duas vezes.
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