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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Binance anunciou nesta sexta-feira (30/10) que as investigações sobre o maior ataque cibernético da história do mercado de criptomoedas — estimado em US$ 6,3 bilhões — revelaram pontos adicionais de invasão além do laptop de um funcionário que figurava como suspeito inicial.
O co-CEO da empresa, Richard Teng, afirmou em vídeo publicado no X que os invasores utilizaram um mecanismo de autodestruição para apagar vestígios digitais e exploraram o protocolo EIP-7702 da rede Ethereum. Com isso, assumiram o controle de uma hot wallet (carteira conectada à rede) sem passar pelos procedimentos padrão de autorização da plataforma.
“Este foi um ataque extremamente complexo”, declarou Teng. De acordo com o executivo, as equipes de auditoria identificaram múltiplos acessos, embora a sequência cronológica exata dos fatos ainda esteja em mapeamento. A empresa reitera que não há indícios de vazamento das chaves privadas das carteiras.
Como ocorreu a invasão
Relatórios técnicos apontam que os invasores usaram a funcionalidade EIP-7702 — que permite a carteiras comuns executar códigos de contratos inteligentes — para drenar cerca de US$ 2,5 bilhões de uma única carteira da Binance em menos de quatro minutos.
As autorizações maliciosas permaneceram ativas por quase quatro horas, permitindo o desvio contínuo de recursos à medida que novos depósitos entravam no sistema. O restante do prejuízo afetou redes como Bitcoin, XRP, Solana e Tron por meio de transferências convencionais.
Retomada de saques e ressarcimento aos clientes
A Binance suspendeu temporariamente as retiradas para reconstruir e testar sua infraestrutura de segurança. Teng estimou que os saques devem ser normalizados até este domingo (1º/11), em cerca de 40 horas. A empresa está auditando seus sistemas em nuvem, dispositivos de colaboradores, gestão de chaves privadas e protocolos de assinatura de transações. Os depósitos continuam operando normalmente.
Para cobrir integralmente as perdas dos usuários, a plataforma reservou mais de US$ 6,34 bilhões de recursos próprios, além de contar com os fundos do programa SAFU (Secure Asset Fund for Users) e com cerca de US$ 3 bilhões em ativos que já foram congelados por parceiros e emissores de stablecoins.
Analistas de segurança, incluindo a TRM Labs, atribuíram a autoria do ataque com alto grau de certeza a grupos de hackers vinculados ao governo da Coreia do Norte. O episódio provocou forte volatilidade no mercado, liquidando mais de US$ 1,5 bilhão em posições no mercado de futuros. A corretora informou que divulgará seu novo relatório de comprovante de reservas nesta segunda-feira.
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