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Operação Parasita

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (08), uma operação para combater fraudes em saques indevidos do auxílio emergencial ocorridas, principalmente, na zona sul de São Paulo. Batizada de “Operação Parasita”, a atuação conta com a participação 18 policiais federais que cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, todos eles na capital paulista.

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De acordo com informações da PF, se estima que o grupo tenha se apropriado de pelo menos 45 auxílios emergenciais. Além disso, outros programas sociais para pessoas de baixa renda, como seguro-desemprego e, até mesmo, o Bolsa Família, eram alvos das fraudes criminosas. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo/SP.

De acordo com informações da Polícia Federal, para cometer os crimes, agentes públicos com acesso ao CadÚnico, associados da associação criminosa, alteravam dados de pessoas de baixa renda no sistema de cadastramento. Feito isso, o grupo ligava no canal de atendimento da Caixa Econômica Federal e solicitava o encaminhamento dos cartões cidadãos para os endereços fictícios, ligados aos criminosos.

Com a ajuda de um carteiro dos Correios, esses cartões chegavam à posse dos membros da associação criminosa que, na posse dos cartões, realizavam o pré-cadastro de senhas para, posteriormente, receber sacar os benefícios em diversas agências bancárias de São Paulo, sempre no exato dia e na primeira hora em que os benefícios eram liberados (dependendo do último número do NIS), a fim de evitar que os reais beneficiários identificassem as fraudes a tempo e os benefícios fossem bloqueados.

Ainda de acordo com a PF, conforme registrado em interceptação de ligações telefônicas, os membros do grupo vinha atuando em fraudes contra diversos programas sociais. Os investigados devem responder por furto qualificado e associação criminosa, podendo pegar até 11 anos de prisão. O nome da operação “Parasitas” foi registrado porque membros da associação vêm, há cerca de quatro anos, parasitando recursos destinados pelo governo federal para a melhoria de pessoas de baixa renda.

Além disso, grande parte dos membros não possui qualquer ocupação lícita, vivendo por conta de promover fraudes contra terceiros.

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