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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou neste sábado (11) uma nota oficial expressando “grande preocupação” com as denúncias de violações de direitos humanos contra opositores do governo venezuelano, após a posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato de seis anos. A reeleição de Maduro, contestada por diversos países e pela oposição local, tem gerado críticas internacionais, e o governo brasileiro acompanhou de perto os acontecimentos no país vizinho.
Na nota, o Itamaraty reconheceu “gestos de distensão” do governo Maduro, como a liberação de 1.500 pessoas detidas nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas. No entanto, o Brasil expressou preocupação com os “recentes episódios de prisões, ameaças e perseguições a opositores políticos”, reiterando a defesa de direitos fundamentais e liberdades democráticas.
Um dos casos mais graves ocorreu na quinta-feira (9), quando a principal líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, foi detida após participar de uma manifestação contra a posse de Maduro. Durante o evento, tiros foram disparados contra ela e outros membros do seu partido. Machado foi libertada após algumas horas, mas o incidente gerou indignação tanto dentro quanto fora da Venezuela.
O governo brasileiro, que não reconheceu oficialmente a reeleição de Maduro, tem se mantido em uma posição de equilíbrio, sem romper relações diplomáticas com a Venezuela, mas defendendo a integridade do regime democrático no país. A nota do Itamaraty sublinhou a importância de garantir aos líderes da oposição os direitos de liberdade de expressão e de manifestação pacífica, além da integridade física.
Além disso, o Brasil tem defendido um diálogo entre as forças políticas venezuelanas para resolver as “controvérsias internas” e encontrar uma solução pacífica para a crise política que persiste no país.
A tensão na região aumentou ainda mais com o anúncio do governo de Maduro, que decidiu fechar as fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia entre sexta-feira (10) e segunda-feira (13). O fechamento das fronteiras é uma medida que agrava a já delicada situação política e humanitária na região.
Eis a íntegra da nota na íntegra
“O governo brasileiro acompanha com grande preocupação as denúncias de violações de direitos humanos a opositores do governo na Venezuela, em especial após o processo eleitoral realizado em julho passado.
Embora reconheçamos os gestos de distensão pelo governo Maduro – como a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas, o governo brasileiro deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos.
O Brasil registra que, para a plena vigência de um regime democrático, é fundamental que se garantam a líderes da oposição os direitos elementares de ir e vir e de manifestar-se pacificamente com liberdade e com garantias à sua integridade física.
O Brasil exorta, ainda, as forças políticas venezuelanas ao diálogo e à busca de entendimento mútuo, com base no respeito pleno aos direitos humanos com vistas a dirimir as controvérsias internas”.























































































