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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal indiciou mais de 30 pessoas por suspeita de envolvimento em um esquema de espionagem ilegal por meio da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O relatório do inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aponta que a rede de monitoramento beneficiava diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Entre os principais alvos do indiciamento estão o próprio Bolsonaro; seu filho Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vereador no Rio de Janeiro; o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandava a Abin à época dos fatos; e o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP).
O relatório da PF, com mais de 800 páginas, detalha como a Abin foi usada para monitorar ministros, parlamentares, jornalistas e até servidores da Receita Federal. Esses últimos atuavam na investigação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso conhecido como “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Um dos trechos centrais da investigação é uma gravação de 2020 que veio à tona em julho de 2024. Nela, Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem e advogadas de Flávio discutem estratégias para vigiar auditores da Receita que participavam da apuração contra o senador. Durante a conversa, Ramagem sugere que a instauração de um processo administrativo contra os servidores poderia resultar na mudança de seus cargos.
Além do uso indevido da Abin durante o governo anterior, o relatório também aponta que Luiz Fernando Corrêa, já na gestão Lula, tentou interferir nas investigações. De acordo com a PF, Corrêa teria protegido servidores ligados ao esquema e dificultado o avanço do inquérito.





















































