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O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quarta-feira (24) durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, e pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da Polícia Civil. A ação investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) na Transunião Transportes S.A., empresa de ônibus que opera na capital paulista.
Além do parlamentar, foram detidos Lourival de França Monário, presidente da companhia, e três integrantes do PCC. Ao todo, policiais e promotores cumprem 104 mandados de busca e apreensão em endereços da capital, região metropolitana, interior e litoral de São Paulo, além da cidade de Extrema, em Minas Gerais.
Investigação começou após assassinato em 2020
De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 2020, após o assassinato do então presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge. No decorrer das apurações, o Deic constatou a existência de um núcleo paralelo dentro da diretoria, responsável por tomar decisões estratégicas relativas à companhia e destinar repasses financeiros a membros da facção criminosa.
As autoridades também identificaram um crescimento patrimonial suspeito: o capital social da Transunião saltou de R$ 100 mil para R$ 50 milhões sem justificativa contábil clara. Segundo a investigação, integrantes do PCC aportaram, somente no último ano, mais de R$ 300 milhões no sistema de transporte paulistano com o objetivo exclusivo de lavar dinheiro do tráfico de drogas.
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Bloqueio recorde e apreensão de bens
A Justiça paulista determinou o sequestro e o bloqueio de R$ 194.457.851,90 em contas bancárias ligadas aos investigados e à empresa, abrangendo aproximadamente 100 pessoas físicas e 50 pessoas jurídicas. A estimativa das autoridades é de que o valor total de ativos bloqueados ao longo da operação possa atingir a marca de R$ 30 bilhões.
Durante as buscas, também foram apreendidos três embarcações, 21 imóveis e 117 veículos de luxo. O Poder Judiciário determinou o afastamento imediato de toda a diretoria da Transunião e notificou a Prefeitura de São Paulo para que adote medidas emergenciais para garantir a regularidade do serviço de transporte à população.
Vereador ocupava cargo estratégico na Câmara
Em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo, Senival Moura ocupava posições de extrema influência no Legislativo paulistano. Atualmente, ele exercia as funções de primeiro-secretário da Mesa Diretora e de presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica — justamente o colegiado responsável por discutir, formular e fiscalizar as políticas públicas voltadas ao setor de transportes na capital.






















































