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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar em um voo com destino a El Salvador, informou o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Silvinei havia rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, deixou o Brasil sem autorização judicial e seguiu para o Paraguai. Assim que o rompimento do equipamento foi detectado, alertas foram emitidos nas fronteiras e a adidância da Polícia Federal no país vizinho foi acionada.
O ex-diretor utilizava um passaporte paraguaio original, mas que não correspondia à sua identidade. Ao tentar sair do aeroporto, foi abordado e detido pelas autoridades locais, que estão em contato com a adidância brasileira para providenciar a “expulsão sumária” de Silvinei do Paraguai. A princípio, ele deverá ser entregue às autoridades brasileiras na Tríplice Fronteira.
Após a detenção, Silvinei foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai e deve passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira.
Silvinei já havia sido preso em 2023, mas foi solto mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Em 16 de dezembro de 2025, no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento da ação penal, ele pediu exoneração do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de São José, em Santa Catarina. Na ocasião, a prefeitura divulgou nota afirmando que “Silvinei Vasques solicitou sua exoneração do cargo de secretário. O Município agradece a contribuição prestada durante o período em que esteve na Prefeitura”.
O STF condenou Silvinei Vasques a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na alegada tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.