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O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido nesta segunda-feira (29) a um novo procedimento médico para tentar controlar as crises recorrentes de soluços. A intervenção, que não é cirúrgica, faz parte do tratamento iniciado no sábado (27), quando foi realizado o bloqueio anestésico do nervo frênico do lado direito. Desta vez, a aplicação ocorrerá no lado esquerdo, conforme o planejamento da equipe médica.
O procedimento é conhecido como bloqueio anestésico do nervo frênico e consiste em uma radiointervenção guiada por ultrassom. Sem necessidade de cortes, a técnica permite localizar o nervo responsável pela inervação do diafragma, situado na região cervical. Durante a aplicação, o paciente permanece sedado e monitorado, e o procedimento tem duração estimada entre 40 minutos e uma hora. No ponto identificado, é feita uma punção com anestésico e a aplicação de corticoide. Por orientação médica, o bloqueio é realizado em apenas um lado por vez.
De acordo com os médicos, após a conclusão das duas etapas do procedimento, Bolsonaro será acompanhado diariamente para avaliar a resposta ao tratamento. A expectativa é verificar se a intervenção será eficaz para conter as crises de soluços. Apesar disso, a previsão de alta hospitalar permanece a mesma, até quinta-feira (1º).
Mesmo após o primeiro bloqueio, realizado no sábado, o ex-presidente voltou a apresentar episódios de soluços durante a noite, além de elevação da pressão arterial, segundo boletim médico divulgado no domingo (28). Ainda assim, o hospital informou que o estado de saúde de Bolsonaro segue estável.
Bolsonaro convive com crises de soluços há vários anos. Durante o mandato presidencial, em 2021, chegou a ser internado no Hospital das Forças Armadas em razão do problema. Segundo a equipe médica, a origem do quadro é considerada multifatorial.
Na última quinta-feira (25), após passar por uma cirurgia de herniorrafia inguinal bilateral, os médicos já haviam informado que fariam ajustes na alimentação e na medicação na tentativa de controlar os soluços. Conforme explicou o cardiologista Brasil Caiado, todos os medicamentos indicados para esse tipo de quadro foram utilizados, mas sem a resposta esperada.
Na noite de sexta para sábado, Bolsonaro apresentou uma crise mais intensa, que comprometeu o descanso noturno. Diante disso, a equipe médica decidiu antecipar a realização do procedimento de bloqueio do nervo frênico. Segundo os profissionais responsáveis, a evolução do quadro será observada ao longo dos próximos dias para definir os próximos passos do tratamento.