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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quinta-feira (8), uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para que o ex-mandatário tenha acesso a uma Smart TV e a assistência religiosa em sua cela na Polícia Federal, em Brasília.
Os advogados argumentam que o acesso à televisão, que seria fornecida pela própria família, é fundamental para que Bolsonaro acompanhe canais de notícias e plataformas de streaming, como o YouTube, visando manter o “vínculo com a realidade social e política do país”.
Assistência Espiritual e Visitas
Para o acompanhamento religioso, a defesa indicou dois nomes de confiança do ex-presidente:
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Bispo Robson Rodovalho: Fundador da igreja Sara Nossa Terra.
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Pastor Thiago Manzoni: Parlamentar e aliado político.
A petição assegura que o atendimento seria individual, supervisionado e não interferiria na rotina da unidade prisional ou na segurança do local.
Carlos Bolsonaro denuncia condições “insalubres”
A movimentação jurídica ocorre no mesmo dia em que o ex-vereador Carlos Bolsonaro visitou o pai e entregou a ele um rádio. Em suas redes sociais, Carlos criticou duramente o local da custódia, descrevendo a cela como “insalubre”.
Atualmente, Bolsonaro ocupa uma sala de Estado-Maior nas dependências da PF, prerrogativa garantida por sua condição de ex-chefe de Estado.
Damares pede vistoria do Senado
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também acionou o STF nesta quinta-feira. Ela solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que a Comissão de Direitos Humanos do Senado realize uma vistoria técnica no local.
Como justificativa, Damares citou o “princípio da isonomia”, lembrando que, em 2018, senadores realizaram uma diligência semelhante na carceragem da PF em Curitiba, onde o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava preso. A parlamentar afirma que a medida é necessária para verificar as condições de detenção mencionadas pela imprensa e por familiares.