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O Tribunal Criminal Central de Cork condenou, nesta sexta-feira (23), o brasileiro Miller Pacheco à prisão perpétua pelo assassinato de sua ex-namorada, Bruna Fonseca, de 28 anos. O crime, ocorrido em 1º de janeiro de 2023, chocou a comunidade brasileira no exterior pela brutalidade e pelas circunstâncias da emboscada.
De acordo com a legislação irlandesa, a condenação por homicídio resulta obrigatoriamente na pena de prisão perpétua. Durante a audiência de sentença, o réu, natural de Formiga (MG), aceitou a punição e, por meio de seu advogado, expressou arrependimento pela “devastação” causada à família da vítima. A defesa informou que não pretende recorrer da decisão.
O crime: emboscada após o Réveillon
Bruna Fonseca, que era bibliotecária e havia se mudado para a Irlanda em busca de oportunidades, foi morta por estrangulamento e espancamento no apartamento de Miller, na Liberty Street.
Na noite do crime, ambos haviam participado da mesma festa de Réveillon. Segundo a acusação, Bruna acompanhou o ex-namorado até o imóvel para realizar uma chamada de vídeo por FaceTime com um familiar no Brasil, com o objetivo de ver o cachorro que o casal teve durante os cinco anos de relacionamento. Testemunhas relataram ter ouvido gritos de uma mulher vindos do apartamento por volta das 4h15 da madrugada.
“Ela não era um troféu”
A juíza Siobhan Lankford, responsável pelo caso, descreveu Bruna como uma “jovem excepcional” e ressaltou que a motivação do crime foi a incapacidade do réu em aceitar o término. Em evidências apresentadas no tribunal, uma gravação revelou que Bruna havia confrontado Miller anteriormente, deixando claro que ninguém tinha direitos sobre sua vida além dela mesma.
“Bruna deixou claro que não era um troféu”, afirmou a magistrada durante a leitura da sentença, reforçando que a vítima tinha o direito de conduzir a própria vida de forma independente.
Histórico do casal
Bruna e Miller mantiveram um relacionamento de cinco anos no Brasil. Bruna imigrou para a Irlanda em setembro de 2022, acompanhada de uma sobrinha. Miller chegou ao país dois meses depois, mas o casal se separou definitivamente poucos dias após o desembarque dele em Cork.
Miller Pacheco estava preso sem direito a fiança desde o dia do crime. Embora tenha negado a autoria do assassinato nos interrogatórios iniciais, as provas periciais e os relatos de vizinhos foram determinantes para o veredito unânime do tribunal irlandês.