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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDecano do STF publica texto no X e acusa André Mendonça de ter exposto conversas sigilosas de Paulo Gonet sem fundamento; relator teria buscado “lucrar politicamente” com o episódio
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a atacar o colega André Mendonça e defendeu seu ex-sócio Paulo Gonet, procurador-geral da República. Em texto publicado em seu perfil no X nesta quinta-feira (17), o decano da Corte chamou Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” por ter retirado o sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs mensagens de um advogado ligado a Daniel Vorcaro a Gonet.
“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?”, questionou Gilmar. “Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.”
Defesa de Gonet e ataque a Mendonça
Gilmar Mendes iniciou o texto exaltando a trajetória do procurador-geral, com quem foi sócio fundador do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), uma faculdade de direito localizada em Brasília. “Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele”, escreveu. “Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.”
O decano afirmou que a intenção de Mendonça era “lucrar politicamente” com o episódio. “A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular”, disse. “Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.”
Comparação com a Lava Jato
Gilmar Mendes comparou a atuação de Mendonça à de Deltan Dallagnol e Sergio Moro na Lava Jato. “Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito”, escreveu. “E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método.”
Por fim, o decano manifestou solidariedade a Gonet. “A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.”
Contexto
A manifestação de Gilmar ocorre dois dias após os bate-bocas que marcaram a sessão do STF de terça-feira (15), quando os dois ministros discutiram acaloradamente no plenário. O atrito entre Gilmar e Mendonça se intensificou desde a divulgação do relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Vorcaro e a retirada do sigilo de parte dos documentos pelo relator.
Eis a íntegra da declaração de Gilmar Mendes:
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele.
Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.
Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada.
Então, por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.
E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular.
Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta?
Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.
Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito.
Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.
E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método.
No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.
Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.
A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.



































































