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🧡 Ver Ofertas na ShopeeDocumento obtido em materiais apreendidos com dirigentes do BRB também registra R$ 40 milhões pagos em 2024 ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes; advogada Dalide Corrêa nega ter atuado no STF em favor do banco
A Polícia Federal encontrou documentos de uma auditoria interna encomendada pelo BRB que apontam pagamentos de R$ 33 milhões, em 2024, pelo Banco Master ao escritório da advogada Dalide Corrêa. A advogada também aparece em conversas entre diretores do Master como um “canal direto com o STF”. As informações constam de documentos obtidos pelo Estadão e divulgados nesta quinta-feira (17).
A mesma auditoria registrou R$ 40 milhões pagos naquele ano ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O escritório mantinha contrato com o Banco Master que previa pagamentos de cerca de R$ 131 milhões ao longo de três anos.
Auditoria chamou atenção para valores
O documento foi produzido para analisar a operação envolvendo o BRB e o Banco Master. Entre os pontos destacados estavam as despesas do Master com escritórios de advocacia. A auditoria apontou a necessidade de entender qual era o patamar habitual desse tipo de gasto para avaliar seu impacto no modelo financeiro. Segundo o documento, a administração não havia apresentado uma referência sobre os valores normalmente praticados.
Os documentos foram encontrados pela PF entre materiais apreendidos com dirigentes do BRB e continuam sob análise.
“Canal direto com o STF”
Além do contrato, o nome de Dalide aparece em diálogos de diretores do Master obtidos pela Polícia Federal. Em uma das conversas, o diretor financeiro Ângelo Ribeiro orientou Alberto Félix, superintendente executivo de Tesouraria, a realizar um pagamento ao escritório sob o argumento de que se tratava de um “canal direto com o STF”. Os diálogos não esclarecem o significado da expressão.
Não foram encontradas, nessas conversas, menções ao ministro Gilmar Mendes ou a outro integrante do Supremo. O contrato também não foi alvo de medidas específicas na Operação Compliance Zero. Até o momento, a PF não produziu uma avaliação sobre a legalidade do contrato nem realizou diligências específicas para apurar a prestação dos serviços.
Quem é Dalide Corrêa
Dalide Corrêa já foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), instituição fundada por Gilmar Mendes. Ela deixou o instituto em 2017, após desentendimentos na gestão. Segundo interlocutores ouvidos pelo Estadão, Gilmar se afastou da advogada após a saída dela do IDP e não mantém relação de proximidade com ela.
Nas eleições de 2022, Dalide apareceu como suplente de João Campos, então candidato do Republicanos ao Senado por Goiás, mas não foi eleita.
Defesa de Dalide
Em nota, Dalide afirmou que “jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”.



































































