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🧡 Ver Ofertas na ShopeePedidos foram feitos na quarta-feira (16), um dia após vazamento de mensagens trocadas entre o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro, e o banqueiro. Decano do STF acusa os dois colegas de articularem pauta e julgamento rápidos para afastar Andrei Rodrigues da PF
Os ministros Luiz Fux e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitaram à Polícia Federal (PF) acesso integral ao conteúdo de um dos celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os pedidos foram feitos na quarta-feira (16) e divulgados nesta quinta-feira (17) pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
De acordo com a apuração, os ministros pediram o mesmo material que já havia sido disponibilizado pela corporação aos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin no início da semana. Zanin e Gilmar cobraram o acesso ao conteúdo antes da sessão que julgaria o colega Alexandre de Moraes, na última terça-feira (15), argumentando que precisavam analisar o material para formar seus votos.
A movimentação de Fux e Mendonça ocorreu um dia após a divulgação de mensagens trocadas pelo advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, com o banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo dessas conversas foi revelado pela imprensa na terça-feira (15), em meio à sessão que analisava a abertura de investigação contra Moraes.
Críticas de Gilmar Mendes
Na manhã desta quinta-feira (17), Fux e Mendonça foram alvo de críticas públicas de Gilmar Mendes. O decano do STF acusou os colegas de terem feito um “ajuste prévio” para pautar e julgar rapidamente a decisão que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.
O ofício em que Gilmar detalha a acusação, enviado a Fux na última sexta-feira (11) e revelado nesta quinta, apresenta uma cronologia dos fatos ocorridos em 8 de setembro. Segundo o documento, Mendonça concedeu a medida cautelar que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues às 8h43; o gabinete de Gilmar foi informado sobre a convocação da sessão extraordinária às 9h38, apenas 22 minutos antes do início, marcado para as 10h; Gilmar pediu vista no início da sessão, mas Fux e Kassio Nunes Marques adiantaram seus votos e formaram maioria para referendar a decisão.
Para Gilmar, a sequência “demonstra que a designação dessa sessão virtual extraordinária ocorreu mediante entendimento direto entre Vossa Excelência e o relator, sem prévia comunicação a parte dos integrantes do colegiado”.
Reação de Mendonça
Em nota divulgada também nesta quinta-feira, André Mendonça rebateu as críticas. O relator do caso Master afirmou que nunca ameaçou colegas nem transformou o plenário em “palanque ou picadeiro” e que “ilegítima é a tentativa de constranger o julgador”. Mendonça também defendeu a aprovação de um código de ética para o STF.
Contexto
A disputa pelo acesso ao celular de Vorcaro integra a série de embates entre ministros do STF desde a divulgação do relatório da Polícia Federal que revelou mensagens do ex-banqueiro a Alexandre de Moraes, além de um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro. O caso levou à sessão plenária de terça-feira (15), que terminou sem decisão após pedido de vista de Flávio Dino.



































































