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Mais de 1,5 milhão de imóveis da Grande São Paulo continuam sem energia elétrica na manhã desta quinta-feira (11), após a forte ventania que atingiu a região na quarta-feira (10). Segundo balanço da concessionária Enel, apenas na capital paulista, mais de 1 milhão de imóveis seguem afetados, representando cerca de 18% do total da cidade.
O vendaval, causado por um ciclone extratropical vindo da região Sul, atingiu rajadas superiores a 98 km/h. A rede elétrica foi danificada por queda de árvores, galhos e outros objetos arrastados pelo vento. O Corpo de Bombeiros registrou mais de 1,3 mil chamados relacionados a quedas de árvores em toda a Grande São Paulo apenas na quarta-feira.
De acordo com a Enel, às 8h43 desta quinta-feira, 1.551.791 clientes de 24 municípios da Região Metropolitana permaneciam sem energia. Entre as cidades mais afetadas estão:
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São Paulo – 1.053.049 imóveis sem energia (18,15% do total)
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Cotia – 69.511 imóveis (49,11%)
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Embu-Guaçu – 14.253 imóveis (62,31%)
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Juquitiba – 8.640 imóveis (48,28%)
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Embu – 33.478 imóveis (29,4%)
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Itapecerica da Serra – 21.386 imóveis (31,44%)
Outras cidades também enfrentam apagões significativos, como Santo André (70.422 imóveis), São Bernardo do Campo (58.500 imóveis) e Osasco (39.084 imóveis). Municípios menores, como Pirapora do Bom Jesus e São Lourenço da Serra, também registram interrupções consideráveis.
A concessionária informou que mais de 1.500 equipes estão mobilizadas em campo para restabelecer a energia elétrica aos clientes afetados, estimando a normalização gradual dos serviços ao longo do dia. “Mobilizamos antecipadamente equipes para atuar no restabelecimento dos cerca de 2 milhões de clientes que tiveram o fornecimento afetado”, afirmou a Enel em nota.
O impacto da ventania também atingiu o transporte aéreo. No Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, 181 voos foram afetados na quarta-feira, sendo 88 chegadas e 93 partidas. Nesta quinta-feira, até as 6h55, quatro decolagens e nove chegadas já haviam sido canceladas. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, duas partidas e 15 pousos foram suspensos até o mesmo horário. Na quarta-feira, 31 voos de chegada precisaram ser desviados para outros aeroportos.
Diante do colapso, a Prefeitura de São Paulo acionou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Enel, solicitando esclarecimentos sobre os motivos da falha e pedindo que a empresa apresente uma resposta em até 48 horas. A gestão municipal reforçou que a concessionária tem histórico de dificuldades para reparar interrupções de energia, citando apagões ocorridos em novembro de 2023 e outubro de 2024, quando milhares de moradores ficaram sem eletricidade por dias.
Especialistas alertam que fenômenos climáticos extremos, como ventos fortes e tempestades, têm se tornado mais frequentes na região Sudeste, exigindo maior preparo das concessionárias para evitar danos à infraestrutura elétrica e reduzir os impactos à população.
Enquanto a normalização do fornecimento se encaminha, moradores relatam dificuldades para realizar atividades básicas, incluindo trabalho remoto, transporte público, comunicação e abastecimento de água, dependendo do funcionamento de bombas elétricas. A situação reforça a necessidade de medidas preventivas e manutenção constante da rede elétrica para minimizar os efeitos de eventos climáticos severos.