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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEstimativa da startup francesa Alice & Bob indica que máquina com 23 mil qubits pode romper a proteção RSA-2048 antes do fim da década.
Um computador quântico equipado com aproximadamente 23 mil qubits poderia romper a criptografia RSA-2048 — padrão de segurança utilizado para proteger contas bancárias, sites, redes sociais e sistemas de armazenamento em todo o mundo — em apenas 3,14 dias.
A projeção consta em um estudo da empresa francesa de computação quântica Alice & Bob, publicado em formato pré-print no repositório Cryptology ePrint Archive e ainda pendente de revisão por pares. Os pesquisadores estimam que a tecnologia necessária para viabilizar esse tipo de ataque pode se tornar operacional antes do final desta década.
A evolução da vulnerabilidade
O RSA-2048 é considerado um dos padrões mais robustos de proteção de dados digitais. Sua segurança baseia-se na extrema dificuldade matemática de fatorar um número de 617 dígitos em dois números primos. Para computadores tradicionais, essa tarefa exige um tempo e uma capacidade computacional inviáveis na prática.
Contudo, a computação quântica altera essa premissa por meio do Algoritmo de Shor, formulado pelo matemático Peter Shor em 1994. A evolução das estimativas para quebrar essa chave mostra um avanço rápido nos últimos anos:
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2019 (Google Quantum AI): Estimava a necessidade de 20 milhões de qubits físicos;
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2023 (Alice & Bob): Reduziu a estimativa para 350 mil qubits;
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2026 (Alice & Bob – estudo atual): Reduziu a projeção para 22,5 mil a 23 mil “qubits gato” (cat qubits), com execução em pouco mais de três dias.
Segundo os autores, se a máquina for ampliada para 610,5 mil qubits, o tempo de quebra do código cairia para cerca de uma hora e meia.
Desafios e criptografia pós-quântica
Embora nenhum hardware atual possua 23 mil qubits funcionais e com correção de erros, a equipe da Alice & Bob avalia que essa marca é viável em médio prazo. O gargalo atual reside na infraestrutura física e de refrigeração necessária para abrigar um sistema dessa magnitude.
Diante desse cenário, a comunidade de cibersegurança e órgãos internacionais recomendam a migração preventiva para algoritmos de criptografia pós-quântica — projetados para resistir a ataques de computadores quânticos — antes que máquinas com essa capacidade entrem em operação.
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