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O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Master, medida que também atinge a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. A decisão inclui ainda a suspensão dos bens de controladores e ex-administradores, interrompendo automaticamente qualquer negociação de compra que estivesse em andamento — inclusive a anunciada na segunda-feira (17) pela Fictor Holding Financeira, que havia manifestado interesse em adquirir a instituição.
A medida ocorre no mesmo dia em que o presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Compliance Zero, que apura um esquema de criação e negociação de títulos de crédito falsos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Vorcaro foi detido em sua casa, no Jardim Europa, em São Paulo. No total, são cumpridos sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal.
BC aponta risco sistêmico e graves irregularidades
Em nota, o Banco Central afirmou que a liquidação foi decretada diante de risco à estabilidade do sistema financeiro, destacando que o regime é aplicado quando há situação de “insolvência irrecuperável” ou quando são cometidas infrações graves à regulamentação. A intervenção visa garantir o encerramento das atividades de forma organizada e proteger credores e investidores.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou a decisão e disse ter “total confiança” na robustez do processo conduzido pelo BC. Segundo ele, as evidências apresentadas pela autoridade monetária justificam a liquidação extrajudicial da instituição.
Esquema começou a ser investigado em 2024
As investigações foram iniciadas em 2024 a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que recebeu indícios da possível fabricação de carteiras de crédito sem lastro, vendidas posteriormente a outra instituição financeira. Após fiscalização do Banco Central, os títulos teriam sido substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada — prática que reforçou suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, além de possível atuação de organização criminosa.