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Em um dia marcado por incertezas políticas e tensões comerciais, o dólar encerrou a quinta-feira (17) em queda de 0,24%, cotado a R$ 5,5477. O movimento contrariou a valorização da moeda norte-americana no exterior e ocorreu mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) restaurar o decreto do governo que eleva as alíquotas do IOF em operações cambiais e de crédito. No acumulado do ano, o dólar já registra queda de 10,22%.
Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), oscilou ao longo do dia e terminou com leve alta de 0,04%, aos 135.564 pontos, o que representa uma variação praticamente estável.
Segundo analistas de mercado, dois fatores principais explicam a volatilidade desta quinta-feira. O primeiro foi a repercussão negativa da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência prevista para 1º de agosto. Além disso, Trump acionou o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) para investigar supostas “ações, políticas ou práticas” do Brasil que estariam prejudicando o comércio norte-americano.
O segundo fator de instabilidade veio da esfera interna. O STF concedeu uma decisão liminar que restabelece os aumentos de IOF propostos pelo governo federal — medida que havia sido derrubada pelo Congresso. Para especialistas, a decisão representa uma vitória do Planalto, mas pode acirrar a tensão entre os poderes Executivo e Legislativo nas próximas semanas.
No mercado acionário, a WEG liderou as altas do dia com valorização de 2,1%, seguida por Santander (+1,4%) e Itaú (+1,9%). Já entre as quedas, destaque para Petrobras (-0,8%) e Ambev (-1,3%), pressionadas pelas preocupações com os impactos das tarifas sobre o setor exportador.