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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEm uma jornada marcada pela forte aversão ao risco, o mercado financeiro brasileiro operava em forte queda na tarde desta quarta-feira (28). A combinação entre incertezas sobre o rumo das contas públicas do país, a reavaliação do cenário político pós-eleitoral e resultados trimestrais frustrantes no setor bancário azedou o humor dos investidores.
Às 15h (horário de Brasília), o Ibovespa, principal índice da B3, recuava 2,97%, cotado aos 170.485 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial virou a sinalização do início do dia e passou a avançar 0,54%, negociado a R$ 5,38 para venda.
Incerteza fiscal e rumor de novo IOF pressionam mercado local
O grande catalisador do nervosismo no cenário doméstico permanece sendo a política fiscal. Reportagem do jornal O Globo revelou que a equipe econômica do governo estuda a recriação da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações que hoje contam com isenção ou benefícios fiscais.
A perspectiva de novos aumentos na carga tributária elevou o alerta sobre a sustentabilidade fiscal do país, somando-se às repercussões do cenário político após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para completar o quadro macroeconômico local, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 0,3 ponto em outubro, fixando-se em 91 pontos, reforçando os sinais de desaceleração da atividade. No campo político, o mercado também monitorou a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL) a Miami, acompanhado de sua família.
Santander despenca quase 6% após queda de 28% no lucro
No ambiente corporativo, a maior pressão negativa veio do setor bancário. As ações do Santander Brasil despencavam 5,95% após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026.
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Lucro em queda: O banco reportou lucro gerencial recorrente de R$ 2,9 bilhões, uma retração de 28% na comparação anual e de 4,3% frente ao trimestre anterior.
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Rentabilidade menor: O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (ROAE) encolheu para 11,9%, bem abaixo dos 12,5% do segundo trimestre e dos 17,5% registrados no mesmo período de 2025.
A desaceleração dos papéis do Santander contagiou o ambiente acionário local. Mesmo com a valorização do petróleo no exterior, as ações da Petrobras cederam ao clima pesado da B3: os papéis ordinários (PETR3) caíam 0,42% e os preferenciais (PETR4) recuavam 0,04%. A Vale (VALE3) também operava em baixa expressiva de 2,86%, cotada a R$ 61,20.
Tensão externa: Fed, petróleo em alta e megabalanços de tecnologia
O cenário internacional trouxe dose extra de volatilidade para os negócios:
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Juros nos EUA: O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano. Contudo, a decisão expôs divisão no comitê: as dirigentes Lisa Cook e Beth Hammack divergiram da maioria e votaram por uma elevação de 0,25 ponto percentual.
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Disparada do Petróleo: Os contratos futuros da commodity saltavam mais de 2% (Brent a US$ 111,88 o barril), impulsionados por preocupações geopolíticas no Oriente Médio. O movimento ocorreu a despeito da surpresa nos estoques americanos, que dispararam 21,5 milhões de barris na semana.
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Big Techs e IA: Os investidores mantêm a cautela no aguardo dos balanços da Alphabet (Google) e Microsoft ao fim do pregão nova-iorquino. Paralelamente, o mercado repercutiu o pedido de IPO da Anthropic na SEC, revelando receita de US$ 16,29 bilhões e prejuízo de US$ 80,7 bilhões no primeiro semestre.
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