quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Batman e o progressismo nos quadrinhos

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O Batman sempre foi um herói amado por todos. Tido como um grande símbolo de justiça e perseverança. Mas, aparentemente, a hora de todos os heróis irão chegar e um fim trágico eles encontrarão, seja pelo personagem, pelo autor das revistas em quadrinho ou até mesmo pelo ator que interpreta o personagem. E, dessa vez, parece que o fim do Batman está mais próximo do que nunca, assim como o de muitos outros.

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Recentemente foi inaugurada, na Califórnia, uma estátua do herói Batman, criado pela DC Comics lá em 1939. E com isso os comentários nas notícias sobre esse acontecimento se resumiram a algumas pessoas elogiando o herói (que segue sendo um enorme símbolo de vingança e justiça) e outras argumentando que Batman não passa de um ‘playboy’ rico que bate em negros até eles desmaiarem.

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Infelizmente esse ‘fenômeno’ não se resume apenas a esse caso isolado, mas sim para dezenas de artistas e personagens famosos que estão sendo “cancelados” por terem ideais diferentes daqueles que a esquerda se apropriou e decidiu defender. O caso mais recente é de fato esse sobre a estátua do Batman na Califórnia, mas o futuro que a DC reservou para o herói se mostra bem mais preocupante.

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Já fazem alguns anos que a Marvel vem ‘lacrando e se ferrando’ no mundo dos quadrinhos. O fracasso mais marcante da editora foi com o gibi Faith, que era protagonizado por uma super-heroína que estava bem acima do peso. O foco da história acabou nem sendo uma trama bem elaborada, e sim apenas uma maneira de colocar uma heroína gorda em um mundo de heróis forte e ágeis que precisam usar o próprio corpo para salvar o mundo.

Outro caso marcante, que foi a linha divisória para que os fãs entendessem de fato o posicionamento da Marvel, foi o da Miss América. Novamente o mesmo erro foi cometido: fazer um gibi inteiro para panfletar sobre temas sociais. O grande “chamariz” para essa nova heroína é que ela era a primeira latina lésbica da Marvel. E era apenas isso.

Logicamente ela entrou em um grupo de heróis da idade dela, grupo esse que incluía outro personagem que também passa por esse processo de lacração sem uma lógica real, o Wickano. E todos esses heróis surgem para sumir após algum tempo, pois as vendas desses quadrinhos acabam não se sustentando. Até mesmo as HQs de heróis clássicos, como Homem de Ferro e Capitão América estão sofrendo nas lojas por culpa desse posicionamento da editora, que aparenta nem tentar entender oque o público que consome quadrinhos realmente quer. A preocupação da Marvel se tornou agradar o público do Twitter, que fala muito, mas não consome nada.

Reprodução/Divulgação

E com alguns anos de atraso a DC Comics resolveu seguir esse mesmo caminho sombrio e completamente incerto. Primeiramente eles começaram com uma relação entre a Hera Venenosa e a Arlequina, algo que já não fez sentido na época e segue não fazendo agora. Mas tudo bem, pois eram personagens que ninguém realmente se importava e as vendas dos principais (Batman, Flash, Liga da Justiça…) continuavam no topo.

Porém, recentemente, o lançamento de Justice League: Future State mostrou que a DC está resolvendo seguir o mesmo caminho que a Marvel quando o assunto é agradar às bolhas do Twitter. Vale ressaltar que o problema não é quem os heróis são, mas sim a maneira como isso é colocado e como alguns atributos indiferentes se tornam a trama principal, ao invés de ser apenas uma característica da pessoa.

Ainda não é possível entrar em grandes detalhes, pois essa nova fase (Future State) ainda não se iniciou, mas o que podemos notar é a necessidade que os criadores tiveram de avisar que haverão negros na formação da nova Liga. Durante uma entrevista com um dos criadores do novo Batman, o autor fez questão de falar que o herói tem 47% de chance de ser uma ‘pessoa de cor’, como se isso fizesse alguma diferença na história.

O que nos resta é torcer que a DC não siga esse caminho de forma tão severa quanto a Marvel, e consiga continuar a vender quadrinhos para aqueles que realmente se importam em comprar e ler. O futuro é misterioso e as previsões não parecem das melhores, mas a esperança é a última que morre.

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Lucas Mertens
Lucas Mertenshttps://gazetabrasil.com.br/
"Muitas ideias às vezes morrem sem nem ver a luz do dia" - Não sei nem quem disse isso, mas é uma frase muito boa. Criado em meio a muita cultura pop, sigo tentando mostrar para o mundo que não se pode ter vergonha de mostrar a sua opinião. Quem tem projetos e ideias, deve fazer acontecer e correr atrás, pois só assim que iremos realmente avançar. Não pare nunca!
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