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Desde a implementação do Marco Legal do Saneamento Básico, em 2020, a participação de operadores privados no setor de água e esgoto no Brasil saltou de 5% para 30%, um aumento de 466%. De acordo com a Abcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), até o final de 2024, 1.648 cidades contarão com serviços de água e esgoto sob gestão privada.
O setor continua a expandir, com a previsão de 27 novos projetos em 850 municípios até 2025. Os investimentos devem totalizar R$ 77,3 bilhões, beneficiando 26,7 milhões de pessoas. Desde 2020, operadores privados realizaram 57 leilões em 20 estados, com investimentos comprometidos de R$ 161,1 bilhões. As outorgas desses leilões somaram R$ 55,4 bilhões, totalizando R$ 216,5 bilhões em investimentos. A adesão à tarifa social também registrou aumento: atualmente, 10,5% das contas de água de empresas privadas estão incluídas nesse regime, contra 4,1% em 2020.
Em 2022, as concessionárias privadas investiram R$ 5,9 bilhões, representando 27% do total investido no setor. O número de empregos no setor também cresceu, com a contratação de 9,4 mil pessoas, o que representa um aumento de 4% nos postos de trabalho diretos e terceirizados.
No entanto, um estudo realizado em julho de 2024 apontou que cerca de 32 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a água potável, e mais de 90 milhões não têm acesso à coleta de esgoto.